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sábado, 17 de janeiro de 2009

Leilão brasileiro de energia eólica atrai interesse português

São Paulo - O leilão de energia eólica que o Brasil irá realizar entre o final do primeiro semestre e começo do segundo já tem interesse de empresas portuguesas. Pela primeira vez as autoridades brasileiras irão promover um leilão dedicado a este tipo de energia. "Existem vários grupos, espanhóis, portugueses e brasileiros, interessados", disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, em entrevista à agência Reuters.
Tolmasquim não detalhou que grupos estão interessados, excepto a espanhola Iberdrola. De Portugal um dos possíveis candidatos é a EDP, que por meio da EDP Energias do Brasil poderia, com este leilão, aumentar sua presença no setor eólico brasileiro, onde já se estreou na região Sul do país. Em julho do ano passado a EDP Energias do Brasil comprou por R$ 51 milhões a Cenaeel – Central Nacional de Energia Eólica, de Santa Catarina.
Até o final do mês Maurício Tolmasquim entrega ao Ministério de Minas e Energia os estudos para o leilão de energia eólica e a proposta de um programa eólico mais amplo, a fim de garantir ao investidor a continuidade dos leilões."Estamos pensando em fixar quantidade (de venda de energia nos leilões) para os próximos anos, para sinalizar continuidade, senão não vem fábrica, e tem fábrica de equipamentos de eólicas querendo se instalar aqui", disse o executivo, lembrando que a falta de equipamentos produzidos no país foi um obstáculo para o Proinfa, programa do governo para incentivar fontes alternativas de energia que possui exigência de conteúdo nacional.Maurício Tolmasquim disse que ainda não estipulou o volume que será negociado no primeiro leilão de energia eólica no país, segundo a Reuters.
Um dos principais problemas da energia eólica é que ela é considerada pelos especialistas muito compara quando comparada com outras fontes não renováveis de energia. Muitas 'utilities' apostam nas eólicas somente com a garantia de incentivos estatais para seus investimentos. A inexistência de leilões para a venda de energia eólica é apontada como um dos maiores entraves ao desenvolvimento deste tipo de energia. De acordo com técnicos, a decisão é fundamentalmente política já que o país tem todas as condições para a sua geração, incluindo capacidade tecnológica para a produção de equipamentos."Se o Brasil tem uma Embraer (indústria aeronáutica) e produz turbinas também tem condições para fabricar turbinas para os aerogeradores, bem como metalomecânica para produzir as torres".
"Vai ser inevitável o Brasil avançar para a energia eólica". É necessário realizar "leilões para energia eólica ou, então, que nos leilões que são feitos (para hidráulica ou termelétrica) seja reservado uma parte para a eólica", dizia o presidente da EDP Energias do Brasil, António Pita de Abreu, em julho fo ano passado. De acordo com a Reuters, o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, será realizado entre outubro e novembro. "Não tem a ver com crise, é mais com os prazos dos editais", afirmou Tolmasquim, "mas eventualmente pode ser até conveniente para dar mais fôlego aos investidores".Ele disse não temer que a restrição de crédito do mercado atrapalhe os leilões, argumentando que o setor elétrico brasileiro garante a contratação da energia por 15 anos, no caso das térmicas, e por 30 anos, nas hidrelétricas, o que dá estabilidade ao investidor e aos bancos que o financiam.

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