Inspirados por um ditado germânico que diz ser “na penúria que nos tornamos inovadores”, cientistas, representantes de governo e empresários brasileiros e alemães estarão reunidos até domingo (15/3), em São Paulo, no congresso e na feira de inovações tecnológicas Ecogerma 2009. O evento tem o objetivo de discutir novas oportunidades no mercado de serviços e de produtos sustentáveis.
“Há muitos argumentos fortes para promover um evento como esse em tempos de crise, mas um dos principais é que existe uma excelente combinação entre o portfólio de tecnologias sustentáveis da Alemanha e do Brasil”, disse Rolf-Dieter Acker, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, promotora do evento, nesta quinta-feira (12/3), na capital paulista.
“Por isso, entendemos ser importante reunir 200 empresas, órgãos governamentais e institutos de pesquisa expositores com os cerca de 20 mil visitantes que são esperados por dia no evento”, complementou.
O diretor do Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, Ricardo Rose, defendeu que as inovações na área de sustentabilidade podem ser uma saída eficiente para alavancar a economia em períodos de crise.
“A Alemanha é o maior exportador de tecnologias ambientais e a Ecogerma, que terá todas as emissões de gases poluentes compensadas em outras atividades ambientais, vem para mostrar a importância de investir mais no mercado de tecnologias verdes”, disse.
Em reunião com a imprensa pouco antes da abertura oficial do evento, Thomas Kunze, diretor da consultoria Roland Berger, apresentou um estudo encomendado pela Câmara Brasil-Alemanha sobre o mercado de tecnologias sustentáveis. Intitulado “Greentech in Brazil”, foi feito em 2008 e 2009 a partir de entrevistas com representantes de 110 empresas nacionais e estrangeiras instaladas no país.
Segundo Kunze, o mercado de tecnologias sustentáveis no Brasil, que engloba basicamente três grandes áreas – energias renováveis, gestão ambiental e eficiência energética –, movimenta aproximadamente US$ 17 bilhões anuais, valor semelhante ao faturamento, por exemplo, das empresas do setor elétrico.
“Trata-se de um setor em franca ascensão, cujas estimativas apontam para um crescimento de 5% a 7% ao ano até 2020 – taxa bem superior à expectativa de crescimento da própria economia nacional –, podendo chegar a pelo menos US$ 22 bilhões anuais”, disse.
Com mais de 43% de sua matriz energética considerada “limpa”, principalmente por conta da geração de hidreletricidade e da produção de biocombustíveis, o estudo destaca que o Brasil atualmente é líder no segmento de energias renováveis, seguido pela Índia, que abriga matriz energética limpa de 31%, China (8%), Itália (7%), França e Alemanha – ambas com 6% –, Estados Unidos (5%), Rússia (4%) e Japão (3%).
Segundo o levantamento, por volta de 85% da matriz energética “limpa” no Brasil é composta por energia hidrelétrica e 14% por biocombustíveis utilizados no transporte rodoviário. “Estimativas indicam que o setor de biocombustíveis no país poderá chegar a 30% da matriz energética nacional até 2030. Para efeito de comparação, os Estados Unidos têm 1,3% e a União Europeia apenas 0,7% de sua matriz energética representada pelos biocombustíveis no transporte rodoviário”, disse Kunze.
O estudo aponta quatro segmentos como os mais propícios para a geração de tecnologias sustentáveis no país, que teriam potencial elevado de subsidiar intercâmbios para a transferência de conhecimentos entre pesquisadores e empresários brasileiros e alemães.
O primeiro é o setor das energias renováveis alternativas, sobretudo pelo uso da biomassa, energia eólica e exploração de pequenos rios e bacias hidrográficas. O segundo é a introdução de práticas mais eficientes de gestão de resíduos sólidos urbanos e industriais, incluindo a melhor separação do lixo para sua reciclagem e o reaproveitamento térmico dos materiais.
“Outro grande desafio para o Brasil, identificado junto às empresas, está no setor de água e saneamento, principalmente a redução de perdas. Por fim, o quarto segmento corresponde ao aumento da eficiência energética, em especial com a construção dos chamados “prédios verdes”, que trazem sistemas inovadores de aquecimento e refrigeração, por exemplo, e que utilizem materiais ecoeficientes”, contou Kunze.
Segundo ele, um importante resultado observado nas empresas entrevistadas foi que 46% investiram mais de 1% do faturamento em tecnologias sustentáveis. Desse total, 27% investiram até 3% e 14% investiram mais de 5% em soluções sustentáveis, entre as quais melhorias na gestão da água e na gestão de resíduos sólidos, redução de emissões atmosféricas, preservação ambiental e créditos de carbono.
O estudo “Greentech in Brazil” também apontou barreiras importantes para o desenvolvimento de soluções verdes no país. “A principal, de acordo com as empresas, ainda é o alto custo das tecnologias, com 32%, seguido pela falta de informação e divulgação das inovações, com 22%. Isso evidencia a necessidade de intercâmbios científicos entre pesquisadores de diferentes países”, apontou Kunze.
Falta de financiamento (17%) e leis desfavoráveis (15%) também apareceram com destaque. “O estudo mostrou, por outro lado, que somente 27% das empresas pretendem reduzir seus investimentos em tecnologias verdes até 2010, o que indica um baixo impacto da crise mundial sobre os investimentos em pesquisa e desenvolvimento”, disse.
http://360graus.terra.com.br/ecologia/default.asp?did=27996&action=news
“Há muitos argumentos fortes para promover um evento como esse em tempos de crise, mas um dos principais é que existe uma excelente combinação entre o portfólio de tecnologias sustentáveis da Alemanha e do Brasil”, disse Rolf-Dieter Acker, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, promotora do evento, nesta quinta-feira (12/3), na capital paulista.
“Por isso, entendemos ser importante reunir 200 empresas, órgãos governamentais e institutos de pesquisa expositores com os cerca de 20 mil visitantes que são esperados por dia no evento”, complementou.
O diretor do Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, Ricardo Rose, defendeu que as inovações na área de sustentabilidade podem ser uma saída eficiente para alavancar a economia em períodos de crise.
“A Alemanha é o maior exportador de tecnologias ambientais e a Ecogerma, que terá todas as emissões de gases poluentes compensadas em outras atividades ambientais, vem para mostrar a importância de investir mais no mercado de tecnologias verdes”, disse.
Em reunião com a imprensa pouco antes da abertura oficial do evento, Thomas Kunze, diretor da consultoria Roland Berger, apresentou um estudo encomendado pela Câmara Brasil-Alemanha sobre o mercado de tecnologias sustentáveis. Intitulado “Greentech in Brazil”, foi feito em 2008 e 2009 a partir de entrevistas com representantes de 110 empresas nacionais e estrangeiras instaladas no país.
Segundo Kunze, o mercado de tecnologias sustentáveis no Brasil, que engloba basicamente três grandes áreas – energias renováveis, gestão ambiental e eficiência energética –, movimenta aproximadamente US$ 17 bilhões anuais, valor semelhante ao faturamento, por exemplo, das empresas do setor elétrico.
“Trata-se de um setor em franca ascensão, cujas estimativas apontam para um crescimento de 5% a 7% ao ano até 2020 – taxa bem superior à expectativa de crescimento da própria economia nacional –, podendo chegar a pelo menos US$ 22 bilhões anuais”, disse.
Com mais de 43% de sua matriz energética considerada “limpa”, principalmente por conta da geração de hidreletricidade e da produção de biocombustíveis, o estudo destaca que o Brasil atualmente é líder no segmento de energias renováveis, seguido pela Índia, que abriga matriz energética limpa de 31%, China (8%), Itália (7%), França e Alemanha – ambas com 6% –, Estados Unidos (5%), Rússia (4%) e Japão (3%).
Segundo o levantamento, por volta de 85% da matriz energética “limpa” no Brasil é composta por energia hidrelétrica e 14% por biocombustíveis utilizados no transporte rodoviário. “Estimativas indicam que o setor de biocombustíveis no país poderá chegar a 30% da matriz energética nacional até 2030. Para efeito de comparação, os Estados Unidos têm 1,3% e a União Europeia apenas 0,7% de sua matriz energética representada pelos biocombustíveis no transporte rodoviário”, disse Kunze.
O estudo aponta quatro segmentos como os mais propícios para a geração de tecnologias sustentáveis no país, que teriam potencial elevado de subsidiar intercâmbios para a transferência de conhecimentos entre pesquisadores e empresários brasileiros e alemães.
O primeiro é o setor das energias renováveis alternativas, sobretudo pelo uso da biomassa, energia eólica e exploração de pequenos rios e bacias hidrográficas. O segundo é a introdução de práticas mais eficientes de gestão de resíduos sólidos urbanos e industriais, incluindo a melhor separação do lixo para sua reciclagem e o reaproveitamento térmico dos materiais.
“Outro grande desafio para o Brasil, identificado junto às empresas, está no setor de água e saneamento, principalmente a redução de perdas. Por fim, o quarto segmento corresponde ao aumento da eficiência energética, em especial com a construção dos chamados “prédios verdes”, que trazem sistemas inovadores de aquecimento e refrigeração, por exemplo, e que utilizem materiais ecoeficientes”, contou Kunze.
Segundo ele, um importante resultado observado nas empresas entrevistadas foi que 46% investiram mais de 1% do faturamento em tecnologias sustentáveis. Desse total, 27% investiram até 3% e 14% investiram mais de 5% em soluções sustentáveis, entre as quais melhorias na gestão da água e na gestão de resíduos sólidos, redução de emissões atmosféricas, preservação ambiental e créditos de carbono.
O estudo “Greentech in Brazil” também apontou barreiras importantes para o desenvolvimento de soluções verdes no país. “A principal, de acordo com as empresas, ainda é o alto custo das tecnologias, com 32%, seguido pela falta de informação e divulgação das inovações, com 22%. Isso evidencia a necessidade de intercâmbios científicos entre pesquisadores de diferentes países”, apontou Kunze.
Falta de financiamento (17%) e leis desfavoráveis (15%) também apareceram com destaque. “O estudo mostrou, por outro lado, que somente 27% das empresas pretendem reduzir seus investimentos em tecnologias verdes até 2010, o que indica um baixo impacto da crise mundial sobre os investimentos em pesquisa e desenvolvimento”, disse.
http://360graus.terra.com.br/ecologia/default.asp?did=27996&action=news

Postar um comentário