O plano de eficiência energética do Governo Federal deve começar a ser implantado paulatinamente, a partir de 2010, com ações de capacitação de pessoas no setor público e produtivo, pois já devem contar com alguma dotação orçamentária, disse Hamilton Moss de Souza, diretor do Departamento de Desenvolvimento Energética do Ministério de Minas e Energia, durante o 6° Congresso de Eficiência Energética em São Paulo.
Parte do programa passa pela capacitação de pessoas que deverão fazer a medição e auditoria dos ganhos em eficiência, em convênio feito com o Instituto Nacional de Metrologia e Normatização do Governo (Inmetro).
O ministério quer apresentar à sociedade uma proposta inicial do plano até o final do ano, já que em alguns quesitos o plano está bem adiantado, disse Moss, indicando uma crescente pressão para o governo tomar a dianteira.
"Como está em gestação há muito tempo, as pessoas perderam a paciência", disse.
Moss é pesquisador do Centro de Pesquisa de Energia Elétrica do próprio ministério e assumiu o departamento em março de 2009. Segundo ele, sua equipe está capacitada para desenvolver as propostas e ele deve buscar convênios com o Procel e o Conpet, os programas de eficiência energética da Eletrobrás e Petrobras, respectivamente.
Em linhas gerais, o plano de eficiência energética deve contar com um amplo plano de conscientização, com incentivos para desenvolvimento, produção e instalação de equipamentos mais eficientes e ainda, com uma indústria de produtos para a geração de energias limpas, sem esquecer dos incentivos para indivíduos que reduzam seu consumo. Considera-se também, de uma forma experimental, sistemas de geração distribuída, permitindo que as residências possam vender energia excedente para rede e até, leilões de eletricidade economizada.
"Temos que estudar a legislação com a Aneel [Agência de Energia Elétrica] para viabilizar algumas desta idéias", disse. "Mas estamos estudando as experiências de eficiência elétrica bem sucedidas".
Não existe ainda, no entanto, uma meta de economia de energia, mas Moss considera que a expectativa de redução de 10%, traçada no plano nacional de energia até 2030, é bastante ambiciosa e pode ser alcançada com bastante esforço. Tudo vai depender da viabilidade técnica e até econômica, mesmo porque, é preciso desenvolver metodologias que possam medir os ganhos de forma objetiva.
O pesquisador explicou que os resultados do Procel, que na média giram enm torno de 1% ao ano, já são expressivos. Contudo, a redução do consumo em 20% a 30%, alcançada no 'apagão' de 2001/02, mostraram o tamanho deste potencial.
Mas, o plano também vai depender da identificação das fontes de financiamento e da articulação com outros ministérios, como o de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento, disse Moss.
"Uma fonte óbvia é [um imposto sobre combustíveis] e o dinheiro que estava alocado no programa Luz para Todos, que já está atingindo suas metas," disse.
http://www.revistasustentabilidade.com.br/s02/eficiencia-energetica/governo-vai-implantar-plano-de-eficiencia-energetica-em-etapas-de-2010-em-diante
Parte do programa passa pela capacitação de pessoas que deverão fazer a medição e auditoria dos ganhos em eficiência, em convênio feito com o Instituto Nacional de Metrologia e Normatização do Governo (Inmetro).
O ministério quer apresentar à sociedade uma proposta inicial do plano até o final do ano, já que em alguns quesitos o plano está bem adiantado, disse Moss, indicando uma crescente pressão para o governo tomar a dianteira.
"Como está em gestação há muito tempo, as pessoas perderam a paciência", disse.
Moss é pesquisador do Centro de Pesquisa de Energia Elétrica do próprio ministério e assumiu o departamento em março de 2009. Segundo ele, sua equipe está capacitada para desenvolver as propostas e ele deve buscar convênios com o Procel e o Conpet, os programas de eficiência energética da Eletrobrás e Petrobras, respectivamente.
Em linhas gerais, o plano de eficiência energética deve contar com um amplo plano de conscientização, com incentivos para desenvolvimento, produção e instalação de equipamentos mais eficientes e ainda, com uma indústria de produtos para a geração de energias limpas, sem esquecer dos incentivos para indivíduos que reduzam seu consumo. Considera-se também, de uma forma experimental, sistemas de geração distribuída, permitindo que as residências possam vender energia excedente para rede e até, leilões de eletricidade economizada.
"Temos que estudar a legislação com a Aneel [Agência de Energia Elétrica] para viabilizar algumas desta idéias", disse. "Mas estamos estudando as experiências de eficiência elétrica bem sucedidas".
Não existe ainda, no entanto, uma meta de economia de energia, mas Moss considera que a expectativa de redução de 10%, traçada no plano nacional de energia até 2030, é bastante ambiciosa e pode ser alcançada com bastante esforço. Tudo vai depender da viabilidade técnica e até econômica, mesmo porque, é preciso desenvolver metodologias que possam medir os ganhos de forma objetiva.
O pesquisador explicou que os resultados do Procel, que na média giram enm torno de 1% ao ano, já são expressivos. Contudo, a redução do consumo em 20% a 30%, alcançada no 'apagão' de 2001/02, mostraram o tamanho deste potencial.
Mas, o plano também vai depender da identificação das fontes de financiamento e da articulação com outros ministérios, como o de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento, disse Moss.
"Uma fonte óbvia é [um imposto sobre combustíveis] e o dinheiro que estava alocado no programa Luz para Todos, que já está atingindo suas metas," disse.
http://www.revistasustentabilidade.com.br/s02/eficiencia-energetica/governo-vai-implantar-plano-de-eficiencia-energetica-em-etapas-de-2010-em-diante

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