BONN - Pressionados a se comprometer a reduzir suas emissões de gases-estufa, países emergentes criticaram na quarta-feira as metas anunciadas recentemente pelas nações ricas. No evento preparatório para a cúpula do clima que acontece esta semana em Bonn, na Alemanha, Brasil e China se uniram para atacar a estratégia dos países ricos de incluir em suas metas de redução, emissões supostamente reduzidas através da compra de créditos de carbono, como mostra reportagem do GLOBO, de Catarina Alencastro.
Segundo negociadores brasileiros e chineses, os países ricos não determinaram um percentual para redução de emissão através de créditos de carbono - mecanismo no qual um país paga a outro para preservar florestas, por exemplo, em troca de poder continuar a emitir CO2 e outros poluentes.
Com essa manobra, esses países usariam créditos comprados no mercado de carbono para se esquivar de implementar internamente medidas que, de fato, são menos poluentes. Assim, jogariam a responsabilidade sobre os países em desenvolvimento, que, com projetos de eficiência energética e construção de aterros sanitários, por exemplo, pagariam a maior parte da conta climática.
- Colocar tudo como mecanismos compensatórios é transferir continuamente o ônus para os países em desenvolvimento. As pessoas dizem que os cortes e as ações de mitigação são urgentes, mas não é isso que a gente vê nos números - argumentou o secretário-executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia, José Domingos Miguez, que participa das negociações em Bonn.
O debate aconteceu durante a reunião do grupo de trabalho que discute um substituto para o Protocolo de Kioto, que expira em 2012. Na reunião, a China sugeriu que se limite o percentual permitido de compra de créditos de carbono
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/08/12/brasil-china-dizem-que-creditos-de-carbono-estariam-sendo-usados-para-evitar-cortes-reais-de-emissoes-de-co2-757383099.asp
Segundo negociadores brasileiros e chineses, os países ricos não determinaram um percentual para redução de emissão através de créditos de carbono - mecanismo no qual um país paga a outro para preservar florestas, por exemplo, em troca de poder continuar a emitir CO2 e outros poluentes.
Com essa manobra, esses países usariam créditos comprados no mercado de carbono para se esquivar de implementar internamente medidas que, de fato, são menos poluentes. Assim, jogariam a responsabilidade sobre os países em desenvolvimento, que, com projetos de eficiência energética e construção de aterros sanitários, por exemplo, pagariam a maior parte da conta climática.
- Colocar tudo como mecanismos compensatórios é transferir continuamente o ônus para os países em desenvolvimento. As pessoas dizem que os cortes e as ações de mitigação são urgentes, mas não é isso que a gente vê nos números - argumentou o secretário-executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia, José Domingos Miguez, que participa das negociações em Bonn.
O debate aconteceu durante a reunião do grupo de trabalho que discute um substituto para o Protocolo de Kioto, que expira em 2012. Na reunião, a China sugeriu que se limite o percentual permitido de compra de créditos de carbono
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/08/12/brasil-china-dizem-que-creditos-de-carbono-estariam-sendo-usados-para-evitar-cortes-reais-de-emissoes-de-co2-757383099.asp

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