Quais os custos unitários de produção de electricidade gerada a partir de diferentes fontes de energia renovável? (Refiro-me, claro, a todas as energias renováveis neste momento exploradas pela EDP-Renováveis) Qual a evolução futura previsível daqueles custos unitários e a sua repercussão sobre o preço final pago pelo consumidor?
Actualmente os custos das energias renováveis podem oscilar dependendo das tecnologias (desde hídrica a solar foto-voltaica) tendo estes custos decrescido ao longo dos anos acompanhando a curva de desenvolvimento tecnológico e aumento de rendimento.
Os actuais mercados de energia são mercados marginais nos quais a tecnologia marginal marca o preço. Tipicamente esta tecnologia na Península Ibérica é as centrais de ciclo combinado que definem o preço de mercado em cada momento.
Qual é a percentagem de electricidade total gerada em Portugal já hoje proveniente de energias renováveis e qual o objectivo para a próxima década tendo como horizonte limite 2020?
A energia renovável produzida equivalente em 2008 foi de 43%. O actual target de Portugal é alcançar 45% em 2010
Sendo a energia hídrica renovável, porque não está na alçada da EDP Renováveis?
O modelo de negócio de desenvolvimento e operação de hídricas é fundamentalmente diferente do modelo de outras tecnologias renováveis como a eólica. Por esta razão e porque entendemos que uma variável crítica de criação de valor é assegurar o enfoque das equipas no core business, a EDP Renováveis dedica-se ao desenvolvimento e operacão de parques eólicos.
Recentemente Bill Clinton citou um estudo de uma universidade espanhola em que se argumentava que "cada emprego criado em Espanha desde 2000 custou 571138 euros e provocou a perda de 2,2 postos de trabalho em outros sectores mais eficientes" (El Mundo, 23 de Maio de 2009, p. 38). Qual é o seu comentário?
Prefiro não comentar conclusões, dado que não conheço em detalhe os pressupostos do estudo.
Tive uns tios que viveram 65 anos num monte na freguesia de Acaria Ruiva-Mertóla, e que nunca tiveram luz da rede. Porém, há 14 anos a TLP colocou um painel solar para ligação ao telefone e a EDP nessa altura colocou um ramal que liga à aldeia Corte Pequena, mas a luz ainda não chegou lá. Não seria, mais barato para a EDP inserir painéis solares nestes casos, e porque não o faz? O meu primo que continua a ter agricultura no dito monte tem feito imensos pedidos na EDP de Mertóla e anda à espera há mais de 14 anos. Saberá informar-me porquê?
A Edp Renováveis é um produtor de energia, não actuando, por isso, na distribuição ao cliente final.
Assumindo uma "maturidade agressiva" do negócio no mercado local, a EDP-R aparentemente prepara um shift de internacionalização. Quais são, na sua opinião, as core competencies e vantagens competitivas que a levaram a uma expansão para um mercado tão diverso (ambiente externo - legal, economics, route to market, supply-demand, etc.) como os USA?
Não existe qualquer shift de internacionalização. A EdpR possui já há 2 anos uma plataforma operacional nos EUA, que tem vindo a desenvolver. Em paralelo, está também a crescer em países europeus, como França, Bélgica, Polónia e Roménia, alargando o seu espaço tradicional de actuação constituído por Portugal e Espanha. Estamos ainda a iniciar actividade no Brasil.
Como Eng. Mecânico com experiência inferior a um ano, preocupa-me que os cargos/profissões técnicas não sejam devidamente valorizadas e que as empresas a trabalhar na área da energia em Portugal, por vezes tenham de recorrer ao estrangeiro para resolver as questões técnicas. Isto leva a que infelizmente os engenheiros que querem aprender a área técnica rapidamente se "resignem" e passem à "gestão". Neste sentido pergunto se na EDPR existe lugar para Engenheiros Mecânicos a desempenharem cargos técnicos? Ou a EDPR resume-se apenas a um negócio, onde os intervenientes da empresa apenas têm de ter formação em gestão e finanças?
A EdpR tem cerca de 70% de pessoas licenciadas /PHD, destes cerca de 30% são engenheiros com as mais variadas especialidades. Sublinho ainda, que a EDPR trabalha com pessoas de 12 nacionalidades.
Como lida internamente e junto do mercado com as oscilações em bolsa da EDP Renováveis?
Os mercados de capitais têm as suas próprias leis de funcionamento e recentemente reflectem também os efeitos da actual crise. No âmbito da EdpR preocupam-nos claramente com os mercados, mas também com os nossos investidores e sobretudo com os fundamentais da empresa sobre os quais procuramos exercer uma gestão ambiciosa e prudente ao mesmo tempo.
De que forma é possível gerir a partir de Lisboa uma empresa com sede em Madrid?
De facto, a sede é em Madrid. A empresa, com uma dispersão geográfica por oito países, é gerida a partir de Madrid, em coordenação com Lisboa e com as sua plataformas locais. Quer sejam Europa, EUA ou Brasil.
Quando prevê que a micro-geração seja realmente uma realidade presente na vida da maioria dos portugueses, com mini-eólicas no quintal, painéis solares no telhado, etc?
Como em todos as novas tecnologias, há uma curva de aprendizagem a vencer, que se traduzirá em condições cada vez mais favoráveis. Não tenho dúvidas, porém, de que dentro de alguns anos a microgeraçao, nas suas diversas vertentes, será uma realidade.
http://aeiou.expresso.pt/pergunte-ana-maria-fernandes-ceo-da-edp-renovaveis-responde=f530320
Actualmente os custos das energias renováveis podem oscilar dependendo das tecnologias (desde hídrica a solar foto-voltaica) tendo estes custos decrescido ao longo dos anos acompanhando a curva de desenvolvimento tecnológico e aumento de rendimento.
Os actuais mercados de energia são mercados marginais nos quais a tecnologia marginal marca o preço. Tipicamente esta tecnologia na Península Ibérica é as centrais de ciclo combinado que definem o preço de mercado em cada momento.
Qual é a percentagem de electricidade total gerada em Portugal já hoje proveniente de energias renováveis e qual o objectivo para a próxima década tendo como horizonte limite 2020?
A energia renovável produzida equivalente em 2008 foi de 43%. O actual target de Portugal é alcançar 45% em 2010
Sendo a energia hídrica renovável, porque não está na alçada da EDP Renováveis?
O modelo de negócio de desenvolvimento e operação de hídricas é fundamentalmente diferente do modelo de outras tecnologias renováveis como a eólica. Por esta razão e porque entendemos que uma variável crítica de criação de valor é assegurar o enfoque das equipas no core business, a EDP Renováveis dedica-se ao desenvolvimento e operacão de parques eólicos.
Recentemente Bill Clinton citou um estudo de uma universidade espanhola em que se argumentava que "cada emprego criado em Espanha desde 2000 custou 571138 euros e provocou a perda de 2,2 postos de trabalho em outros sectores mais eficientes" (El Mundo, 23 de Maio de 2009, p. 38). Qual é o seu comentário?
Prefiro não comentar conclusões, dado que não conheço em detalhe os pressupostos do estudo.
Tive uns tios que viveram 65 anos num monte na freguesia de Acaria Ruiva-Mertóla, e que nunca tiveram luz da rede. Porém, há 14 anos a TLP colocou um painel solar para ligação ao telefone e a EDP nessa altura colocou um ramal que liga à aldeia Corte Pequena, mas a luz ainda não chegou lá. Não seria, mais barato para a EDP inserir painéis solares nestes casos, e porque não o faz? O meu primo que continua a ter agricultura no dito monte tem feito imensos pedidos na EDP de Mertóla e anda à espera há mais de 14 anos. Saberá informar-me porquê?
A Edp Renováveis é um produtor de energia, não actuando, por isso, na distribuição ao cliente final.
Assumindo uma "maturidade agressiva" do negócio no mercado local, a EDP-R aparentemente prepara um shift de internacionalização. Quais são, na sua opinião, as core competencies e vantagens competitivas que a levaram a uma expansão para um mercado tão diverso (ambiente externo - legal, economics, route to market, supply-demand, etc.) como os USA?
Não existe qualquer shift de internacionalização. A EdpR possui já há 2 anos uma plataforma operacional nos EUA, que tem vindo a desenvolver. Em paralelo, está também a crescer em países europeus, como França, Bélgica, Polónia e Roménia, alargando o seu espaço tradicional de actuação constituído por Portugal e Espanha. Estamos ainda a iniciar actividade no Brasil.
Como Eng. Mecânico com experiência inferior a um ano, preocupa-me que os cargos/profissões técnicas não sejam devidamente valorizadas e que as empresas a trabalhar na área da energia em Portugal, por vezes tenham de recorrer ao estrangeiro para resolver as questões técnicas. Isto leva a que infelizmente os engenheiros que querem aprender a área técnica rapidamente se "resignem" e passem à "gestão". Neste sentido pergunto se na EDPR existe lugar para Engenheiros Mecânicos a desempenharem cargos técnicos? Ou a EDPR resume-se apenas a um negócio, onde os intervenientes da empresa apenas têm de ter formação em gestão e finanças?
A EdpR tem cerca de 70% de pessoas licenciadas /PHD, destes cerca de 30% são engenheiros com as mais variadas especialidades. Sublinho ainda, que a EDPR trabalha com pessoas de 12 nacionalidades.
Como lida internamente e junto do mercado com as oscilações em bolsa da EDP Renováveis?
Os mercados de capitais têm as suas próprias leis de funcionamento e recentemente reflectem também os efeitos da actual crise. No âmbito da EdpR preocupam-nos claramente com os mercados, mas também com os nossos investidores e sobretudo com os fundamentais da empresa sobre os quais procuramos exercer uma gestão ambiciosa e prudente ao mesmo tempo.
De que forma é possível gerir a partir de Lisboa uma empresa com sede em Madrid?
De facto, a sede é em Madrid. A empresa, com uma dispersão geográfica por oito países, é gerida a partir de Madrid, em coordenação com Lisboa e com as sua plataformas locais. Quer sejam Europa, EUA ou Brasil.
Quando prevê que a micro-geração seja realmente uma realidade presente na vida da maioria dos portugueses, com mini-eólicas no quintal, painéis solares no telhado, etc?
Como em todos as novas tecnologias, há uma curva de aprendizagem a vencer, que se traduzirá em condições cada vez mais favoráveis. Não tenho dúvidas, porém, de que dentro de alguns anos a microgeraçao, nas suas diversas vertentes, será uma realidade.
http://aeiou.expresso.pt/pergunte-ana-maria-fernandes-ceo-da-edp-renovaveis-responde=f530320

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