"A crise deu impulso para criar coisas novas. É a única forma de sobreviver como empresa, travar uma batalha de duas frentes oferecendo produtos inovadores e ao mesmo tempo investir no que já funciona", disse ao Link Fran O’Sullivan, executivo da Lenovo. Foi esse impulso que ditou a edição 2010 da Consumer Electronics Show (CES), a maior feira de eletrônicos do mundo, que aconteceu em Las Vegas entre quinta e domingo.
Para a Lenovo, a estratégia descrita por O’Sullivan rendeu frutos. A empresa foi a responsável pela maior surpresa da feira, o notebook híbrido, o U1. Ele parece um notebook comum, com tela sensível ao toque. Até que, com um simples movimento, a tela é destacada da base e vira um potente tablet. Com bateria própria e conectividade sem fios, o tablet navega pela web e roda vídeos em alta resolução. Ao conectá-la de volta à base, um software de sincronização “lembra” o que o tablet estava fazendo antes de ser conectado.
Os e-readers também brilharam. Todo fabricante, dos grandes aos minúsculos, quer uma fatia do bolo que o Kindle cozinhou. O problema é que a maioria dos aparelhos não vem com conteúdo. O Nook, da Barnes & Noble, tem esse serviço atrelado e pode enfrentar o Kindle. Mas os outros confiam apenas na capacidade do usuário em conseguir conteúdo. E aí a pirataria é inevitável.
MENOS É MAIS
Simplicidade de produtos e serviços ditou os rumos de lançamentos. Muitos fabricantes mostraram versões mais simples de seus aparelhos, eliminando recursos desnecessários. Muitos equipamentos, como TVs e home-theaters, ganharam interfaces sensíveis ao toque. Para controlar um aparelho, basta passar o dedo sobre ele que a superfície se ilumina, revelando os controles. Como não possuem partes móveis de controle, como botões, esses aparelhos duram mais.
Durabilidade também foi uma das máximas do evento. Todos os fabricantes mostraram aparelhos feitos para durar. A cultura da obsolescência programada parece ter chegado ao ponto de ruptura com a crise.
E como os aparelhos tendem a ficar mais tempo com o usuário, marcas como Dell, HP, Asus, LG e Samsung estão investindo pesado em design. As pessoas querem dispositivos duradouros e com os quais se identifiquem. É tudo feito em massa, mas as diferentes cores, linhas e formas de uso acabam trazendo uma distinção personalizada.
“Nós experimentamos muitos materiais novos que um dia chegam ao mercado de massa. Foi assim com o acabamento brilhante de notebooks e com o alumínio. Hoje, a tinta não descasca por causa dessas inovações que vão sendo incorporadas”, contou Jeffrey Liu, designer industrial da Asus.
A fabricante chinesa apresentou uma promissora linha de produtos-conceito: o projeto WaveFace, linha de aparelhos futuristas como o notebook que é uma tela flexível. Quando acionado, um sistema especial pneumático “cria” teclas com sensação tátil, como pequenas bolhas na tela. A máquina pode ser aberta totalmente, virando um tablet multitouch do tamanho de uma folha A4. É só um conceito, mas se a simples ideia de um netbook era impensável há uma década, pode ser que dispositivos assim sejam vendidos um dia.
MAIS É MAIS
Outro tema em voga é a autonomia de bateria dos netbooks e notebooks. Se há pouco tempo as máquinas tinham autonomia máxima de 3 horas, agora, com o uso de processadores de baixo consumo lançados tanto pela Intel quanto pela AMD, a autonomia chega a mais de 14 horas.
A busca por uma melhor eficiência energética impulsionou a criação de novos processadores que serão o coração de uma nova safra de dispositivos. A Nvidia mostrou o novo Tegra, que equipará mais de 50 tablets que chegarão ao mercado até o final do ano. A promessa é de que os aparelhos conseguirão, com apenas uma carga de bateria, reproduzir mais de 16 horas de vídeo full-HD. O rumor da CES é de que o novo tablet da Apple venha equipado com o Tegra. Acha pouco? O ano só começou!
http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia+link,ces-2010-a-maior-feira-de-tecnologia-do-mundo,3311,0.shtm
Para a Lenovo, a estratégia descrita por O’Sullivan rendeu frutos. A empresa foi a responsável pela maior surpresa da feira, o notebook híbrido, o U1. Ele parece um notebook comum, com tela sensível ao toque. Até que, com um simples movimento, a tela é destacada da base e vira um potente tablet. Com bateria própria e conectividade sem fios, o tablet navega pela web e roda vídeos em alta resolução. Ao conectá-la de volta à base, um software de sincronização “lembra” o que o tablet estava fazendo antes de ser conectado.
Os e-readers também brilharam. Todo fabricante, dos grandes aos minúsculos, quer uma fatia do bolo que o Kindle cozinhou. O problema é que a maioria dos aparelhos não vem com conteúdo. O Nook, da Barnes & Noble, tem esse serviço atrelado e pode enfrentar o Kindle. Mas os outros confiam apenas na capacidade do usuário em conseguir conteúdo. E aí a pirataria é inevitável.
MENOS É MAIS
Simplicidade de produtos e serviços ditou os rumos de lançamentos. Muitos fabricantes mostraram versões mais simples de seus aparelhos, eliminando recursos desnecessários. Muitos equipamentos, como TVs e home-theaters, ganharam interfaces sensíveis ao toque. Para controlar um aparelho, basta passar o dedo sobre ele que a superfície se ilumina, revelando os controles. Como não possuem partes móveis de controle, como botões, esses aparelhos duram mais.
Durabilidade também foi uma das máximas do evento. Todos os fabricantes mostraram aparelhos feitos para durar. A cultura da obsolescência programada parece ter chegado ao ponto de ruptura com a crise.
E como os aparelhos tendem a ficar mais tempo com o usuário, marcas como Dell, HP, Asus, LG e Samsung estão investindo pesado em design. As pessoas querem dispositivos duradouros e com os quais se identifiquem. É tudo feito em massa, mas as diferentes cores, linhas e formas de uso acabam trazendo uma distinção personalizada.
“Nós experimentamos muitos materiais novos que um dia chegam ao mercado de massa. Foi assim com o acabamento brilhante de notebooks e com o alumínio. Hoje, a tinta não descasca por causa dessas inovações que vão sendo incorporadas”, contou Jeffrey Liu, designer industrial da Asus.
A fabricante chinesa apresentou uma promissora linha de produtos-conceito: o projeto WaveFace, linha de aparelhos futuristas como o notebook que é uma tela flexível. Quando acionado, um sistema especial pneumático “cria” teclas com sensação tátil, como pequenas bolhas na tela. A máquina pode ser aberta totalmente, virando um tablet multitouch do tamanho de uma folha A4. É só um conceito, mas se a simples ideia de um netbook era impensável há uma década, pode ser que dispositivos assim sejam vendidos um dia.
MAIS É MAIS
Outro tema em voga é a autonomia de bateria dos netbooks e notebooks. Se há pouco tempo as máquinas tinham autonomia máxima de 3 horas, agora, com o uso de processadores de baixo consumo lançados tanto pela Intel quanto pela AMD, a autonomia chega a mais de 14 horas.
A busca por uma melhor eficiência energética impulsionou a criação de novos processadores que serão o coração de uma nova safra de dispositivos. A Nvidia mostrou o novo Tegra, que equipará mais de 50 tablets que chegarão ao mercado até o final do ano. A promessa é de que os aparelhos conseguirão, com apenas uma carga de bateria, reproduzir mais de 16 horas de vídeo full-HD. O rumor da CES é de que o novo tablet da Apple venha equipado com o Tegra. Acha pouco? O ano só começou!
http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia+link,ces-2010-a-maior-feira-de-tecnologia-do-mundo,3311,0.shtm

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