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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Depois do fracasso

Os chamados países Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China) fizeram, neste fim de semana, a primeira reunião multilateral desde o fracasso da Conferência do Clima, em Copenhague, há um mês. É uma tentativa de nações emergentes de dar vitalidade às negociações, essenciais para o futuro do homem. Os quatro reivindicaram das nações ricas a liberação de US$ 10 bilhões para que os países em desenvolvimento comecem a investir, este ano, na adaptação de sua produção às necessidades de redução das emissões poluentes, causadoras do aquecimento global. Inicialmente, os fundos seriam destinados às nações menos desenvolvidas, incluindo a África e pequenas nações-ilhas, segundo o negociador chinês, Xi Zhenhua. Em Copenhague, os países desenvolvidos prometeram US$ 30 bilhões para um fundo climático até 2012 e estabeleceram a meta de US$ 100 bilhões até 2020, muito menos do que esperavam as nações em desenvolvimento.

O mérito da reunião dos Basic, em Nova Délhi, foi cutucar a comunidade internacional para a necessidade de avançar em negociações que, finalmente, conduzam a um compromisso global sobre o clima. Aliás, os governos têm até o dia 31 para apresentar à ONU propostas detalhadas sobre como pretendem reduzir suas emissões de gás carbônico. A má notícia é que, diante da incerteza sobre que países assinarão o acordo, a ONU já admite que este é um prazo flexível.

Os próximos passos em direção a um entendimento sobre o clima incluem uma nova reunião dos Basic, em abril, na África do Sul; uma conferência técnica em Bonn, na Alemanha, em junho; e uma nova Conferência Climática da ONU, em novembro, no México. É certo que US$ 30 bilhões em três anos é pouco diante da tarefa dos países em desenvolvimento de adaptar o parque produtivo às exigências antipoluição. São necessários enormes investimentos em tecnologias limpas e em fontes de energia renováveis, de difícil execução mesmo para os ricos. Em artigo que O GLOBO publicou domingo, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, reconheceu que, "em vista da dimensão dos desafios, devemos encontrar novas e inovadoras fontes de financiamento para combater a pobreza e a mudança climática". De fato.

http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/01/26/depois-do-fracasso-915708935.asp

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