As pequenas e médias empresas representam uma grande parcela da economia brasileira e são fundamentais para qualquer país em desenvolvimento. Observa-se que elas estão cada vez mais atentas às novidades e buscam atualização tecnológica em ritmo acima da média. Mais do que isto, a adoção de iniciativas de TI Verde pelas PMEs colaboram para a construção de um planeta mais inteligente e eficiente.
Uma pesquisa da IBM entrevistou cerca de 140 CEOs de empresas de médio porte (organizações que empregam até mil funcionários) em 40 países com o objetivo de entender como os desafios que os executivos enfrentam hoje afetarão o futuro de suas companhias. De acordo com o estudo, as empresas estão otimistas sobre oportunidades de crescimento, especialmente em economias em desenvolvimento, e estão inovando rapidamente seu modelo de negócio para se tornarem mais competitivas e capturarem novos mercados. São empresas que pensam globalmente.
Um dado apurado a partir de outro estudo da IBM revelou que a maioria das médias empresas tem iniciativas para reduzir o impacto negativo do uso da tecnologia no meio ambiente, e o Brasil foi um dos países que apresentou maior preocupação com as questões ambientais. Mais de 70% das empresas brasileiras deste porte planejam ou já realizaram atividades para diminuir o impacto ambiental causado por sua cadeia de suprimentos, produtos e serviços. Um exemplo é que mais de 65% das companhias nacionais já completaram ou estão em processo de implementação de iniciativas de virtualização de servidores, que aumentam a eficiência energética e, consequentemente, diminuem custos. Esta análise demonstra claramente a conexão entre atingir metas ambientais, reduzir gastos e realizar transformações que promovam inovação e o crescimento das companhias.
Empresas de mercados emergentes estão optando por migrar seus sistemas em busca de data centers mais inteligentes, com maior produtividade, eficiência e redução dos custos com energia e espaço físico. Hoje, por exemplo, já existe mainframe voltado ao mercado de médias empresas, cuja solução é projetada justamente para aumentar eficiência e desempenho do centro de processamento de dados, diminuindo custos de energia, resfriamento e requisitos de espaço físico. Empresas de diferentes setores continuam a investir em mainframes para, acima de tudo, consolidar hardware e gerenciar com segurança transações complexas.
Tal movimentação repercute em benefícios para toda cadeia produtiva: crescimento da base de aplicativos desenvolvidos por fornecedores independentes de software, mais parceiros comerciais e integradores de sistemas certificados para vendas e mais universidades com cursos de especialização em mainframe.
Desta forma, a atuação no mercado de pequenas e médias empresas requer um modelo composto por canais e revendas, integradores, desenvolvedores, consultores e influenciadores, oferecendo preços mais competitivos, compromisso de estoque, incentivos comerciais e parcerias estratégicas no acesso ao mercado. Este modelo concede maior autonomia aos distribuidores nos processos de venda de produtos, oferecendo facilidades de aquisição e implementação.
Em linhas gerais, trabalhar com pequenas e médias empresas demanda flexibilidade e capacidade em se adaptar rapidamente às frequentes mudanças deste mercado, estabelecendo uma conexão permanente com os ecossistemas regionais (cidades, estados, segmentos de mercado) para interagir de forma inteligente na busca por maior aderência ao modelo de negócios das empresas.
Na medida em que o mundo se torna cada vez mais instrumentado e conectado tecnologicamente, aumenta a necessidade das empresas utilizarem processos e sistemas inteligentes que reduzam as ineficiências. Companhias em todo o mundo estão descobrindo que desperdício significa custo e que ser ambientalmente responsável é tão bom para os negócios quanto para o planeta.
http://www.jornaltribuna.com.br/opiniao.php?id_materia=34999

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