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Da Agência Ambiente Energia - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quinta-feira, dia 20 de maio, o Comunicado do Ipea nº 51: Setor elétrico: desafios e oportunidades. O estudo, parte da série Eixos do Desenvolvimento Brasileiro, trata da implementação do novo marco regulatório para o setor na década de 1990 e das consequencias da mudança. Segundo o Ipea, o texto avalia a confiabilidade do suprimento elétrico e a competitividade do parque industrial brasileiro, especialmente seu segmento intensivo em energia.
Uma das conclusões do estudo é que o alto custo da energia elétrica pode comprometeer a competitividade de grandes empresas brasileiras no mercado internacional. Segundo o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Adilson de Oliveira, autor do estudo,a forma com que a energia é gerada no país e os impostos que incidem sobre ela elevam o preço de um dos “insumos” mais importantes da indústria nacional.
“A energia é como uma matéria-prima”, diz ele. “Se as empresas do país pagam mais por ela, acabam tendo produtos com preços mais elevados do que o de seus concorrentes internacionais.”, comentando que nos Estados Unidos a energia elétrica custa, em média, 35% menos em relação ao Brasil, considerando o dólar cotado a R$ 1,85.
“Nossas tarifas energéticas já não são competitivas internacionalmente.”, diz. Já sobre a carga tributária, Oliveira destaca que, do preço final da energia elétrica do país, 34% são tributos e outros 12% são encargos obrigatórios. “A carga tributária é excessiva. Acho que o governo poderia agir para alterar isso.” Para o professor, o preço da energia do país poderia facilmente reduzido pelo menos 10% no país. (com informações da Agência Brasil).
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