O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, encaminhou ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) sugestão para adoção no país da realização de leilões de energia nova por região e por fonte de energia. A ideia é garantir a operação do sistema, já que uma possível ausência de térmicas em futuras concorrências pode deixar algumas regiões em situação perigosa.
“O operador e o planejador precisam chegar a um ponto de equilíbrio. Preocupa, do ponto de vista da operação, esta ausência aparente de térmicas. Se a carga aumenta e não se expande o número de térmicas, pode ser que não se consiga garantir a segurança”, disse Chipp, durante entrevista coletiva após a posse da nova diretoria do ONS, no Rio de Janeiro.
Chipp sugeriu, por exemplo, um leilão exclusivo para térmicas a serem instaladas na região Sul do país. O CMSE ainda não analisou sobre o assunto, mas o diretor-geral do ONS é otimista. “É notória a necessidade de térmicas no Sul”, garantiu, lembrando a paralisação da UTE Uruguaiana e da importação via estação de Garabi. A capacidade de armazenamento na região é também historicamente menor do que em outras regiões, como a Sudeste.
O governo federal estuda aproveitar o grande número de projetos já inscritos no leilão de fontes alternativas (leilão de reserva) e realizar o leilão de energia nova na mesma concorrência. A ideia é realizar um só leilão com fontes renováveis, sem a inclusão de térmicas.
O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, também presente ao evento, afirmou que as térmicas não acompanharam o processo de modicidade tarifária pelo qual passaram todas as outras fontes de energia. Segundo ele, a realização de apenas uma concorrência pode ser positiva ambientalmente e energeticamente para o país.
Do ponto de vista de quem opera o SIN, Chipp concorda que um leilão apenas de térmicas pode perder um pouco de competitividade. “Mas nada é mais caro do que o preço de um blecaute”, concluiu.
http://www.energiahoje.com.br/online/governo/politica-energetica/2010/05/24/411180/leiloes-de-energia-por-regiao.html
“O operador e o planejador precisam chegar a um ponto de equilíbrio. Preocupa, do ponto de vista da operação, esta ausência aparente de térmicas. Se a carga aumenta e não se expande o número de térmicas, pode ser que não se consiga garantir a segurança”, disse Chipp, durante entrevista coletiva após a posse da nova diretoria do ONS, no Rio de Janeiro.
Chipp sugeriu, por exemplo, um leilão exclusivo para térmicas a serem instaladas na região Sul do país. O CMSE ainda não analisou sobre o assunto, mas o diretor-geral do ONS é otimista. “É notória a necessidade de térmicas no Sul”, garantiu, lembrando a paralisação da UTE Uruguaiana e da importação via estação de Garabi. A capacidade de armazenamento na região é também historicamente menor do que em outras regiões, como a Sudeste.
O governo federal estuda aproveitar o grande número de projetos já inscritos no leilão de fontes alternativas (leilão de reserva) e realizar o leilão de energia nova na mesma concorrência. A ideia é realizar um só leilão com fontes renováveis, sem a inclusão de térmicas.
O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, também presente ao evento, afirmou que as térmicas não acompanharam o processo de modicidade tarifária pelo qual passaram todas as outras fontes de energia. Segundo ele, a realização de apenas uma concorrência pode ser positiva ambientalmente e energeticamente para o país.
Do ponto de vista de quem opera o SIN, Chipp concorda que um leilão apenas de térmicas pode perder um pouco de competitividade. “Mas nada é mais caro do que o preço de um blecaute”, concluiu.
http://www.energiahoje.com.br/online/governo/politica-energetica/2010/05/24/411180/leiloes-de-energia-por-regiao.html

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