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quarta-feira, 28 de julho de 2010

EPE já admite possibilidade de construção de novas termelétricas

RIO - Embora a diretriz da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) seja de não inaugurar mais termelétricas a partir de 2015, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, já admite a possibilidade de inclusão de usinas térmicas no leilão de energia que será realizado no final do ano.

A construção de mais térmicas seria consequência da dificuldade de se conseguir licenças ambientais. O presidente da EPE afirmou nesta terça-feira que atualmente tem sido mais fácil conseguir licença ambiental para a construção de termelétricas do que de hidrelétricas.

"Não planejamos licitar novas térmicas. A prioridade continua sendo (usinas de fontes) renováveis. Porém, se não houver (licença para) todas as hidrelétricas que estamos planejando, vamos licitar térmicas. Não vai se deixar a demanda sem ser atendida", afirmou Tolmasquim, após almoço com empresários no Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef).

Durante a palestra, ele lembrou a atual dificuldade para se construir hidrelétricas que tenham reservatórios de água, considerados uma espécie de "poupança", para quando a situação das chuvas for ruim.

Hoje, sem novos reservatórios, as térmicas são a alternativa para garantir a confiabilidade do sistema elétrico do país. "É claro que não se pode gerir um país torcendo para chover", afirmou.

"A ideia é dar prioridade às hidrelétricas. Mas, se não houver número de hidrelétricas em quantidade suficiente para atender à demanda das distribuidoras, que estão pedindo leilão, serão contratadas sim termelétricas, sem problema nenhum. O nível de térmicas que o Brasil tem é muito baixo, há espaço para mais térmicas", disse Tolmasquim.

Se forem contratadas novas usinas, a tendência é que o combustível utilizado seja o gás, talvez carvão, mas certamente não haverá mais usinas a óleo, ressalta o presidente da EPE.

"O Brasil tem hoje uma situação de gás bastante interessante. Temos a descoberta do pré-sal, houve uma queda do preço internacional. Das fontes fósseis, é a mais limpa", disse.

O excedente de energia no planejamento até 2014 permite que o país cresça 7,5% ao ano. Nesse caso, seriam utilizadas as térmicas, dentro da permissão de venda de cada uma, com despacho das térmicas a gás em 26% do tempo, e em 8% das térmicas a óleo.

A expectativa para o leilão a ser realizado na próxima sexta-feira, de A-5, com previsão de entrada da energia contratada em 2015, é de que haja bastante competição.

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/07/27/epe-ja-admite-possibilidade-de-construcao-de-novas-termeletricas-917252960.asp

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