Angra dos Reis
A deputada alemã do Partido Verde e porta-voz para assuntos relacionados à política de desenvolvimento, Ute Koczy, de 49 anos, visitará o Brasil em viagem oficial, de 22 a 29 de agosto. Na próxima terça-feira, a parlamentar visitará as usinas Angra 1, 2 e a construção da 3, na região Costa Verde. A vinda ao Brasil é motivada pela preocupação com o que a deputada chama de "sérios problemas com relação à Angra 3". Segundo Ute, questões cruciais sobre a segurança do projeto da nova usina ainda não foram respondidas, além de permanecer em aberto a definição sobre o local de armazenamento dos resíduos tóxicos. A deputada ressalta que os altíssimos custos que envolvem o programa nuclear brasileiro assutam, em especial a construção de Angra 3.
- Alguns governos e corporações transnacionais acreditam no chamado renascimento nuclear. Nós do Partido Verde acreditamos que este é o caminho errado a ser traçado. Energia atômica envolve riscos muito altos: nenhum país encontrou até hoje uma solução definitiva para seu lixo, que continua a emitir radioatividade por milhares de anos. Energia nuclear é também uma energia cara, que requer altos investimentos e enormes quantidades de água, além de precisar ser transportada por longas distâncias - explicou a deputada.
Na opinião de Ute, diante deste cenário, fica a dúvida se realmente a cooperação alemã no projeto deveria ser providenciada. - Para a Alemanha é uma contradição interromper a produção de energia atômica em seu território, por um lado, e, por outro, cooperar com a construção de uma usina nuclear em Angra dos Reis - afirmou a deputada.
Para esclarecer alguns desses problemas, Ute Koczy irá encontrar-se com representantes de organizações da sociedade civil e do governo, além de visitar Angra 3 e a cidade de Caetité, na Bahia, local onde há uma mina de urânio com recentes denúncias de irregularidades.
- O urânio não é um mineral como os outros. Tem radiação perigosa. A mineração de urânio apresenta mais riscos do que soluciona. Melhor deixá-lo no solo - disse Ute. Em seu trabalho no parlamento, a deputada está especialmente envolvida com políticas públicas relacionadas à exploração de recursos naturais, principalmente voltada para a produção de energia, e seus impactos sociais e para o meio ambiente nos países do Sul. Na opinião de Ute Koczy, a produção de energia deve cada vez mais se distanciar da exploração do petróleo e do poder atômico e focar nas fontes renováveis.
- O futuro pertence às energias renováveis. São seguras, relativamente mais baratas e não agridem o meio ambiente. Ampliar o uso de energias renováveis é uma grande oportunidade econômica, mesmo em áreas mais remotas - destacou ela. A deputada chega ao Brasil amanhã e volta para a Alemanha no próximo domingo, dia 29.
http://www.diariodovale.com.br/noticias/4,26791.html
A deputada alemã do Partido Verde e porta-voz para assuntos relacionados à política de desenvolvimento, Ute Koczy, de 49 anos, visitará o Brasil em viagem oficial, de 22 a 29 de agosto. Na próxima terça-feira, a parlamentar visitará as usinas Angra 1, 2 e a construção da 3, na região Costa Verde. A vinda ao Brasil é motivada pela preocupação com o que a deputada chama de "sérios problemas com relação à Angra 3". Segundo Ute, questões cruciais sobre a segurança do projeto da nova usina ainda não foram respondidas, além de permanecer em aberto a definição sobre o local de armazenamento dos resíduos tóxicos. A deputada ressalta que os altíssimos custos que envolvem o programa nuclear brasileiro assutam, em especial a construção de Angra 3.
- Alguns governos e corporações transnacionais acreditam no chamado renascimento nuclear. Nós do Partido Verde acreditamos que este é o caminho errado a ser traçado. Energia atômica envolve riscos muito altos: nenhum país encontrou até hoje uma solução definitiva para seu lixo, que continua a emitir radioatividade por milhares de anos. Energia nuclear é também uma energia cara, que requer altos investimentos e enormes quantidades de água, além de precisar ser transportada por longas distâncias - explicou a deputada.
Na opinião de Ute, diante deste cenário, fica a dúvida se realmente a cooperação alemã no projeto deveria ser providenciada. - Para a Alemanha é uma contradição interromper a produção de energia atômica em seu território, por um lado, e, por outro, cooperar com a construção de uma usina nuclear em Angra dos Reis - afirmou a deputada.
Para esclarecer alguns desses problemas, Ute Koczy irá encontrar-se com representantes de organizações da sociedade civil e do governo, além de visitar Angra 3 e a cidade de Caetité, na Bahia, local onde há uma mina de urânio com recentes denúncias de irregularidades.
- O urânio não é um mineral como os outros. Tem radiação perigosa. A mineração de urânio apresenta mais riscos do que soluciona. Melhor deixá-lo no solo - disse Ute. Em seu trabalho no parlamento, a deputada está especialmente envolvida com políticas públicas relacionadas à exploração de recursos naturais, principalmente voltada para a produção de energia, e seus impactos sociais e para o meio ambiente nos países do Sul. Na opinião de Ute Koczy, a produção de energia deve cada vez mais se distanciar da exploração do petróleo e do poder atômico e focar nas fontes renováveis.
- O futuro pertence às energias renováveis. São seguras, relativamente mais baratas e não agridem o meio ambiente. Ampliar o uso de energias renováveis é uma grande oportunidade econômica, mesmo em áreas mais remotas - destacou ela. A deputada chega ao Brasil amanhã e volta para a Alemanha no próximo domingo, dia 29.
http://www.diariodovale.com.br/noticias/4,26791.html

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