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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Com subsídio chinês, BYD vende carro elétrico com 60% de desconto


Com subsídio chinês, BYD vende carro elétrico com 60% de desconto

Maior fabricante de baterias para celular agora investe no desenvolvimento de "e-bus" e "e-taxi"

Olívia Alonso, enviada especial à China | 07/07/2011 05:10

Enfileirados, mais de 30 carros interrompem a passagem entre a entrada principal e os prédios administrativos da montadora chinesa BYD. Como na maioria das companhias, os veículos poderiam ficar escondidos nos fundos dos prédios. Mas ali a intenção é de mostrá-los. São todos elétricos e estão sendo carregados para uso dos funcionários.

Gigante do setor de baterias para celulares e computadores, a empresa está aproveitando os subsídios do governo chinês para estar entre as maiores também na produção de carros não poluentes.

Como o desenvolvimento dos carros elétricos ainda está em fase inicial em todo o mundo, sem o subsidio do governo ficaria mais difícil para a indústria deslanchar, afirma Paul Lin, porta-voz da empresa, que recebeu o iG na sede da BYD em Shenzhen, reduto das empresas de eletrônicos da China, na província de Guangdong.

Foto: Divulgação

Em 40 minutos, modelo F3DM é carregado na estação de abastecimento da sede da BYD, em Shenzhen

Segundo ele, o governo subsidia até 60% do valor da versão completa do modelo F3DM para o consumidor final. Dos originais 300 mil yuan (R$ 75 mil), o comprador pode sair da concessionária com seu silencioso carro movido à energia elétrica por 120 mil yuan (R$ 30 mil).

Foto: Getty Images Ampliar

Chuan-Fu, que fundou a BYD em 1995 com R$ 480 mil emprestados de parentes

O ministro chinês das Finanças, Zhang Shao Chun, afirmou à imprensa local terem sido desembolsados aproximadamente 4 bilhões de yuan (R$ 990 milhões) no apoio à comercialização dos carros elétricos no país no ano passado. A BYD – sigla que significa Build Your Dreams, ou Construa Seus Sonhos, em português - não informa quantas unidades vendeu em 2010.

"Foram alguns milhares", diz Lin. Mas, até 2012, a meta da companhia é ter 25 mil carros elétricos particulares rodando nas ruas chinesas.

Fundada em 1995 pelo químico Chuan-Fu, que na ocasião pegou US$ 300 mil (R$ 480 mil) emprestados de parentes, a BYD era apenas uma fabricante de baterias e carregadores para celulares até 2003. 

Naquele ano, a companhia comprou a montadora chinesa Tsinchuan Automobile Company e começou a vender carros. Hoje, os investimentos estão sendo direcionados sobretudo aos veículos. Atualmente, a BYD possui uma fatia de 4% a 5% do mercado total de automóveis na China.

Para aumentar essa presença, o próximo plano da companhia é aplicar a maior parte dos 2,2 bilhões de yuan (R$ 550 milhões), que pretende captar no mercado de ações, em pesquisa, desenvolvimento e produção de veículos em Shenzhen.

Mas as baterias continuam entre os principais negócios da empresa. Atualmente, a BYD é líder no setor, fornecendo seus produtos para gigantes como Motorola, Nokia, Sony Ericsson e Samsung.

"Hoje somos líderes absolutos na China e temos 30% do mercado global de baterias para celular. Não vamos deixar de dar atenção a este setor", afirma.

E-bus e e-táxi

Nos primeiros anos, os carros elétricos de passeio não serão o principal produto da BYD, segundo Lin. O foco da empresa serão os ônibus públicos e táxis.

"Como esses veículos circulam muito mais do que os de passageiros, acreditamos que com mais 'e-bus' e 'e-taxis', podemos diminuir a emissão de CO2 (gás carbônico) mais rapidamente". Um táxi gira 400 quilômetros por dia na China, enquanto um carro de passageiros percorre entre 40 quilômetros e 50 quilômetros.

Dentro da companhia, um ônibus elétrico K9 é carregado em uma estação construída ao lado do prédio dos dormitórios dos funcionários.

Foto: Olívia Alonso

Ônibus elétrico e com painéis solares no teto é abastecido em estação dentro da BYD, em Shenzhen

O modelo é uma das principais apostas da companhia e, quando foi apresentado ao público, no fim do ano passado, estavam na cerimônia Bill Gates e o megainvestidor Warren Buffet, que em 2008 comprou 10% da BYD por US$ 230 milhões (R$ 367 milhões). Neste ano, a empresa sofisticou o K9 incluindo um teto de painéis solares, que ajudam a carregar a bateria do ônibus.

Carregar é problema

Além da concorrência com automobilísticas como BMW e Volvo e outras companhias vindas de outros setores, como o Google, a infraestrutura é outro grande desafio da BYD. 

Ainda são poucas as cidades que possuem postos de carregamento das baterias dos veículos. "Para o consumo acelerar, os incentivos políticos devem ser direcionados não apenas para reduzir os altos preços dos carros, mas também na conveniência para abastecer," afirmam economistas da McKinsey no relatório "A via rápida para a adoção dos carros elétricos".

Foto: Olívia Alonso Ampliar

Veículos ficam enfileirados para carregar na entrada da sede da BYD

Segundo a BYD, há cinco estações para carregar carros elétricos em Shenzhen – que tem cerca de 12 milhões de habitantes - sendo duas delas operadas própria empresa e os demais de outras companhias ou do governo local.

Mas a cidade é uma exceção. A maioria dos municípios chineses ainda não possui postos específicos para os veículos movidos a energia elétrica.

Uma saída que deve acabar salvando a indústria em um primeiro momento, segundo a McKinsey, é o carregamento nas residências.

"A infraestrutura de abastecimento poderá ser realizada primeiro em casa, em carregadores particulares, durante a noite." Segundo Cassie Chan, assessora de imprensa da companhia, o abastecimento do modelo F3DM, por exemplo, leva em média 6 horas quando feito em casa. "Nos postos, ou aqui na nossa empresa, é possível completar a bateria em menos de 40 minutos."

Fonte: http://economia.ig.com.br/expedicoes/china/com+subsidio+chines+byd+vende+carro+eletrico+com+60+de+desconto/n1597064129996.html

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André Hollerveger
Engenheiro Eletricista
CREA-SC 090076-0

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