Além do preço da conta de luz nas alturas, o Brasil ainda corre o risco de enfrentar um racionamento de energia. O alerta foi feito ontem pelo presidente da Tractebel, Manoel Zaroni, durante a reunião do Fórum Estratégico da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), que reúne nomes de peso da indústria catarinense para discutir cenários.
O período chuvoso acabou este mês e os principais reservatórios de hidrelétricas do país estão com uma média de 33% da capacidade de armazenamento de água. Conforme Zaroni, para não ter racionamento, é preciso que chova até o final do ano pelo menos 80% da média do período. Se ficar nesse limite, o país fecha 2014 com cerca de 12% de armazenamento, o que evita a necessidade de economizar compulsoriamente energia. Se chover menos, o Operador Nacional do Sistema (ONS) terá que decidir sobre redução de consumo.
A oferta limitada de energia também segue pressionando custos. A seca dos três últimos anos já gerou perdas acumuladas de R$ 60 bilhões ao país. Em SC, a energia subiu 23% este ano, além das bandeiras tarifárias.
Diante da energia cara e do fato de a indústria responder por 45% do consumo, a Fiesc incentiva programas de eficiência energética. De acordo com o primeiro vice-presidente da entidade, Mario Cezar Aguiar, a federação está incentivando todas as boas práticas para reduzir o consumo e está levando sugestões à Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Equipamentos novos consomem menos
O conselheiro do Fórum Estratégico Décio da Silva defendeu programas de eficiência energética que permitem reduzir alguns pontos percentuais da demanda total do país. O também conselheiro Vicente Donini citou o exemplo da sua empresa, a Marisol, que fez uma substituição de mais de 800 equipamentos e também trocou chaves de conexões energéticas. Segundo ele, o plano era reduzir o consumo em 23%, mas a companhia alcançou uma economia de 27% medida em kW (quilowatts).
Atenciosamente
Alexandre Kellermann
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