Atualmente, o Brasil é o 10º maior consumidor mundial do insumo, mas o seu consumo deve dobrar até 2030. Segundo o BID, se a eficiência energética não melhorar no País, isso poderá acelerar as conseqüências para o meio ambiente, já que o consumo de energia está associado a uma alta emissão dos chamados gases geradores do efeito estufa (GEE), principalmente considerando a atual matriz energética nacional.
´A melhoria constante nos índices de eficiência dos equipamentos consumidores de energia elétrica e do acesso à informação sobre o assunto, assim como ações educacionais de treinamento e de capacitação tecnológica podem fazer com que o nível de desperdício de energia recue´, orienta o engenheiro Rafael David, da Divisão e Planejamento da Conservação de Energia do Procel. Segundo ele, não adianta gerar de forma mais adequada, otimizando a utilização de fontes renováveis, se também não a usarmos racionalmente. ´E isto passa pela adoção de mais hábitos corretos´, reforça.
Criado há 23 anos pelo governo federal, desde a sua implantação, o Procel proporcionou uma economia total de energia estimada em 24.598 GWh e uma redução de demanda na ponta calculada em 6.612 MW, o que eqüivale à energia elétrica necessária para atender aproximadamente 14,4 milhões de residências, durante o período de um ano.
Suas atividades estão distribuídas em diversos subprogramas voltados para a educação e para a eficiência no uso de energia em prédios públicos, indústria, iluminação pública e Selo Procel de Economia de Energia. Como resultado, as ações empreendidas já postergaram investimentos no setor elétrico brasileiro em torno de R$ 17,2 bilhões.
http://diariodonordeste.globo.com:80/materia.asp?codigo=558404

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