Turbinas de vento, no Brasil, ainda estão restritas a alguns poucos parques eólicos, como o de Osório, no Rio Grande do Sul. Nos Estados Unidos, no entanto, esses cata-ventos gigantescos estão deixando de ser exclusividade de fazendas e locais ermos, sem acesso à rede elétrica, para serem usados também em áreas mais populosas. Por trás dessa mudança estão incentivos financeiros, facilidade uso e baixo impacto ambiental.
Ainda não há estatísticas sobre o uso desses artefatos nas residências norte-americanas, mas especialistas em fontes renováveis de energia afirmam que o fenômeno é particularmente mais perceptível na região nordeste da Califórnia.
– Antigamente, a adoção de formas alternativas de energia era impulsionada por hippies ou fazendeiros isolados. A grande mudança começou três anos atrás, quando ficaram disponíveis novos sistemas que dispensam o uso de grandes e caras baterias de reserva para garantir o funcionamento – afirma Joe Schwartz, editor da revista especializada Home Power.
Algumas das novas turbinas podem ser ligadas diretamente no circuito elétrico das casas, permitindo ao proprietário escolher entre usar a energia do vento ou a fornecida por sua companhia de eletricidade.
Os incentivos federais para a geração de energia eólica nos EUA começaram a partir da crise do petróleo nos anos 1970, mas os governos norte-americanos não costumavam oferecer benefícios para uso doméstico dessa fonte energética, ao contrário do que ocorre com os painéis solares, por exemplo. Alguns Estados, porém, têm programas próprios de incentivos. Em Nova York, um morador pode obter incentivos fiscais que chegam a cobrir de 30% a 40% do custo de uma turbina de vento.
– As pessoas estão preocupadas com as mudanças climáticas e querem ajudar a reduzir nossa dependência de fontes estrangeiras de combustível – diz Paul Tonko, presidente do órgão de Pesquisa e Desenvolvimento de Energia do Estado de Nova York.
Mesmo com os benefícios oferecidos, porém, pode levar cerca de 20 anos para o dono de uma residência recuperar todos os custos de instalação e manutenção do sistema. Além disso, Schwartz aponta outro fator que pode dificultar a adoção residencial massiva da geração de energia a partir do vento.
– Esses mecanismos funcionam bem em áreas rurais com ventos fortes, mas, em zonas urbanas, os vizinhos nem sempre ficam felizes em ver torres de 20 ou 40 metros de altura sendo erguidas em frente às suas portas – pondera o editor da Home Power.

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