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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Contas de energia não podem ter aumento, afirma Marquinhos Trad

Após a declaração do vice-presidente da Enersul, Sidney Simonággio, sobre um suposto reajuste nas contas de energia elétrica a partir de abril, o deputado estadual Marquinhos Trad se pronunciou, revelando que a afirmação é altamente temerária e especulativa. Segundo o parlamentar, “não pode haver aumento este ano”. Ele lembra ainda, que exatamente da mesma forma a empresa de energia reajustou a tarifa em Mato Grosso do Sul nos anos anteriores.
“Na época, a empresa se utilizou de números frágeis e inconsistentes para justificarem superficialmente o expressivo reajuste”, detalhou.Ainda em sua declaração, Simonággio ignorou a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de que, durante 36 meses, haveria um congelamento na tarifa do consumidor a fim de, cumprir a obrigação de ressarcir à população pelo menos parte dos R$ 133 milhões, cobrados indevidamente. De acordo com o vice-presidente, haverá um cálculo baseado no Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M) e variação do dólar para analisar possíveis impactos e divulgar em seguida o valor do reajuste.Equívoco. Esta foi a palavra que o relator da CPI da Enersul, Marquinhos Trad descreveu a explicação de Simonággio.
“Dizer que os R$ 133 milhões serão corrigidos pelo IGP-M é um absurdo. Pela decisão do TCU, o valor dever ser corrigido pela Selic, que fechou 2008 com o valor duas vezes maior que o IGP-M”. Quanto ao dólar, Trad afirmou que não tem sentido basear-se em sua variação para um possível reajuste. “Desde 2004, o dólar se mantêm estável e apresentando quedas. No entanto, isso nunca foi levado em consideração para abaixar a tarifa”, comparou. Marquinhos Trad revelou ainda, que tal especulação é um desrespeito aos consumidores.
“Essas declarações deixam a população em pânico”.Marketing – O vice-presidente da Enersul, Sidney Simonággio, divulgou o possível reajuste, durante a solenidade de entrega de geladeiras a alguns moradores de baixa renda. A atitude foi considerada contraditória pelo deputado estadual Marquinhos Trad. “Ao mesmo tempo em que deixa os consumidores preocupados, o grupo faz caridade com chapéu alheio”, disse, referindo-se ao fato de que a compra dos eletrodomésticos, se deve a obrigação da empresa em investir 0,5% de seu faturamento em programas de eficiência energética”, ressaltou.“Esse dinheiro é nosso.
Por isso, ao invés de agradar de 100 a 200 consumidores, a empresa deveria fazer uma ação mais abrangente e com transparência para os consumidores, já que não sabemos nem como estes beneficiários são escolhidos”, acrescentou.Atualmente, cerca de 200 ações contra a Enersul solicitando a devolução dos valores pagos a mais tramitam no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. “A decisão do magistrado de Maracaju, Rubens Witzel Filho, que deu ganho de causa a 50 ações de consumidores, deu novo fôlego a esta luta”, revelou o deputado.
Trad lembra ainda que os consumidores podem buscar mais informações sobre os seus direitos no site www.contacerta.net ou pelo telefone: 3320-1580.

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