São Paulo (AE) - Até 2020, o setor sucroenergético poderá produzir um volume de bioeletricidade a partir do bagaço e palha de cana equivalente ao produzido por uma Usina Itaipu, que tem uma capacidade operacional de 14 mil megawatt médio. A informação consta Anuário Brasileiro de Energias Renováveis da AgraFNP, lançada na semana passada. Jacqueline Bierhals, gerente de agroenergia da AgraFNP, explica que o setor sucroenergético já possui potencialmente capacidade para produzir um grande volume de bioeletricidade. “O problema é que os investimentos na produção são menores que a real capacidade do setor”.
O anuário lançado hoje mapeia o mercado de energia renovável no Brasil, de biomassa às pequenas centrais hidrelétricas, passando pela energia eólica. No Brasil, a utilização de energias alternativas não pressupõe o abandono dos recursos tradicionais, mas sua capacidade não deve ser subestimada. Em 2008, cerca de 54% do consumo de energia nacional era originária de fontes não-renováveis, sendo que 36,6% vinha do petróleo. Dentre as energias renováveis, a biomassa responde por 28%, sendo que a maior oferta vem da cana-de-açúcar, com 17%. Em função do aumento da frota de veículos Flex Fuel, essa fonte de energia cresceu 9,5% ao ano, entre 2000 a 2008.
Segundo a gerente, em 2008, do total de energia consumida no país, 17,7% vinha do diesel, 17,4% de eletricidade, 13,4% do bagaço da cana e 4,8% do etanol. Do total, as energias renováveis representam 45,2%, dos quais 16,4% são derivados da cana. “Na última década, a energia renovável está crescendo mais que a não renovável”, disse. Enquanto entre a década de 1990/2000 e os anos de 2000/08, a oferta de energia não renovável passou de um crescimento de 4,51% para 2,47%, a oferta de energia renovável passou de uma expansão de 1,16% para 5,04% no período citado.
Para o ex-ministro de Ciência e Tecnologia do governo federal, José Goldemberg, o potencial da bioeletricidade deve continuar crescendo. Em 2020, o bagaço e a palha de cana-de-açúcar poderão representar 14% da matriz energética brasileira, mas para que isso ocorra, será necessário que se transforme em meta de política setorial pública e também privada. Goldemberg participou da elaboração do anuário juntamente com analistas da AgraFNP.
“O bagaço de cana pode ser um produto tão importante para a sustentabilidade energética do País quanto hoje é o etanol. O futuro das usinas está na bioeletricidade e no álcool”, disse ele. Atualmente, 100 usinas sucroenergéticas exportam bioeletricidade. Esse número é relativamente pequeno, se comparado ao potencial das 437 usinas existentes no país.
http://tribunadonorte.com.br/noticia/setor-pode-produzir-energia-de-uma-itaipu/158909
O anuário lançado hoje mapeia o mercado de energia renovável no Brasil, de biomassa às pequenas centrais hidrelétricas, passando pela energia eólica. No Brasil, a utilização de energias alternativas não pressupõe o abandono dos recursos tradicionais, mas sua capacidade não deve ser subestimada. Em 2008, cerca de 54% do consumo de energia nacional era originária de fontes não-renováveis, sendo que 36,6% vinha do petróleo. Dentre as energias renováveis, a biomassa responde por 28%, sendo que a maior oferta vem da cana-de-açúcar, com 17%. Em função do aumento da frota de veículos Flex Fuel, essa fonte de energia cresceu 9,5% ao ano, entre 2000 a 2008.
Segundo a gerente, em 2008, do total de energia consumida no país, 17,7% vinha do diesel, 17,4% de eletricidade, 13,4% do bagaço da cana e 4,8% do etanol. Do total, as energias renováveis representam 45,2%, dos quais 16,4% são derivados da cana. “Na última década, a energia renovável está crescendo mais que a não renovável”, disse. Enquanto entre a década de 1990/2000 e os anos de 2000/08, a oferta de energia não renovável passou de um crescimento de 4,51% para 2,47%, a oferta de energia renovável passou de uma expansão de 1,16% para 5,04% no período citado.
Para o ex-ministro de Ciência e Tecnologia do governo federal, José Goldemberg, o potencial da bioeletricidade deve continuar crescendo. Em 2020, o bagaço e a palha de cana-de-açúcar poderão representar 14% da matriz energética brasileira, mas para que isso ocorra, será necessário que se transforme em meta de política setorial pública e também privada. Goldemberg participou da elaboração do anuário juntamente com analistas da AgraFNP.
“O bagaço de cana pode ser um produto tão importante para a sustentabilidade energética do País quanto hoje é o etanol. O futuro das usinas está na bioeletricidade e no álcool”, disse ele. Atualmente, 100 usinas sucroenergéticas exportam bioeletricidade. Esse número é relativamente pequeno, se comparado ao potencial das 437 usinas existentes no país.
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