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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Pesquisa do Ipea mostra que indústria nacional não é eficiente no consumo de energia

São Paulo - Setores da indústria brasileira gastam cada vez mais energia sem necessariamente aumentar a produção. A constatação é do estudo Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, Economia e Bem-Estar Humano, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo relatório, o setor siderúrgico aumentou em 40% a demanda energértica. Isso significa ao mesmo tempo menor eficiência energética e maior impacto ambiental, uma vez que os alto-fornos são mantidos com uso de carvão vegetal. Esse segmento vai na contramão do setor residencial que apresenta redução no gasto energético graças a programas como o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), que estimulou a produção de eletromésticos mais econômicos, entre outras.

Esse aumento mostra que a intensidade energética - que é a quantidade de energia utilizada dividida por indicadores como o Produto Interno Bruto (PIB) - brasileira é menor que de países como o Canadá, Irlanda e os Estados Unidos. Um dos fatores que explicam a baixa intensidade energética do país são equipamentos obsoletos como caldeiras, que além de consumirem muita energia ainda produzem grande quantidade de gases de efeito estufa. 

O estudo do Ipea defende que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financie apenas projetos com matriz energética sustentável. "Praticamente todos os investimentos feitos pelo setor de energia ainda dependem de recursos públicos, e é natural que financiamentos estejam vinculados a comportamentos. Dessa forma, é interessante que o padrão de consumo e de produção de energia dialogue mais com o BNDES e que esse órgão tenha papel de indutor da sustentabilidade", afirmou o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Gesmar Rosa Santos.

Matriz energética limpa

O Ipea avalia que a construção de uma matriz energética brasileira limpa demanda investimentos e integração entre as áreas de energia e meio ambiente. "Muito mais que sacrifício para a economia nacional, a sustentabilidade ambiental deve ser vista como uma oportunidade para o desenvolvimento socioeconômico", ressalta o relatório.

Apesar do potencial de matriz limpa, com base em dados do Ministério de Minas e Energia, o Ipea prevê um ligeiro aumento da participação de fontes de energia não renováveis na matriz brasileira. A principal vilã será a geração em usinas termelétricas, movidas, na maioria, a carvão, óleo e diesel.

O país poderá ter ganhos de sustentabilidade na área energética se investir na produção de biocombustíveis desde que haja melhorias nas etapas de produção – na expansão de projetos de energia eólica e solar e no aproveitamento de energia derivada de resíduos.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/ambiente/2011/02/pesquisa-do-ipea-mostra-que-industria-nacional-nao-e-eficiente-no-consumo-de-energia

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