O Brasil não precisa ficar sujeito a apagões de energia como o que atingiu o Nordeste dia 4 de fevereiro. Basta diversificar melhor sua geração de eletricidade, pois concentrar quase tudo em uma só fonte é um risco tolo. Ainda mais diante da invejável capacidade eólica do País. Os ventos brasileiros têm capacidade de gerar o equivalente a 10 usinas hidrelétricas de Itaipu: 300 gigawatts - ou seja, 30% a mais que toda a capacidade instalada em território nacional. No entanto, apenas 0,3% da energia produzida aqui tem origem eólica, enquanto mais de 80% vêm da água. Esse percentual precisa mudar já. Nações como Alemanha, Dinamarca e Espanha, entre outras, já retiram médias superiores a 10% de seu consumo desta fonte de energia absolutamente limpa - os ventos. Devido ao efervescente setor industrial e à crescente população urbana, o consumo de energia e de eletricidade no Brasil deve aumentar em mais de 60% até 2020 e mais que triplicar até 2050. Somando-se esse crescimento à proximidade de eventos como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, é fácil ver ressurgir o fantasma dos apagões.
Nos transportes, apenas 20% do combustível rodoviário vêm de fontes renováveis, como o etanol. Até o gás só está em 3% desta matriz. Por isso o Brasil é o 15º maior produtor de CO2 (463 milhões de toneladas) no mundo, com emissões crescentes.
Além de defeitos em subestações, como o que jogou todo o Nordeste no breu, outro problema da concentração de geração de energia hidrelétrica são as flutuações no suprimento e nas tarifas, devido às secas sazonais e ao fluxo dos rios da bacia Amazônica. Há ainda os desequilíbrios socioambientais.
Por isso o Brasil precisa aproveitar seus ventos, atendendo às necessidades de segurança energética, sustentabilidade, redução de emissões e novos empregos "verdes". A energia eólica sozinha pode atrair investimento acumulado de US$ 136 bilhões até 2020, criando 680 mil empregos e deixando de emitir anualmente 79 milhões de toneladas de CO2. E o Brasil se transformará numa verdadeira potência energética no mundo. Sem sustos, sem apagões.
Nos transportes, apenas 20% do combustível rodoviário vêm de fontes renováveis, como o etanol. Até o gás só está em 3% desta matriz. Por isso o Brasil é o 15º maior produtor de CO2 (463 milhões de toneladas) no mundo, com emissões crescentes.
Além de defeitos em subestações, como o que jogou todo o Nordeste no breu, outro problema da concentração de geração de energia hidrelétrica são as flutuações no suprimento e nas tarifas, devido às secas sazonais e ao fluxo dos rios da bacia Amazônica. Há ainda os desequilíbrios socioambientais.
Por isso o Brasil precisa aproveitar seus ventos, atendendo às necessidades de segurança energética, sustentabilidade, redução de emissões e novos empregos "verdes". A energia eólica sozinha pode atrair investimento acumulado de US$ 136 bilhões até 2020, criando 680 mil empregos e deixando de emitir anualmente 79 milhões de toneladas de CO2. E o Brasil se transformará numa verdadeira potência energética no mundo. Sem sustos, sem apagões.

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