Professores, pesquisadores, profissionais e interessados em informações e discussões de assuntos relacionados ao setor elétrico, ao mercado de energia elétrica e aos aspectos profissionais da engenharia.

ÚLTIMAS

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sem apagão

O Brasil não precisa ficar sujeito a apagões de energia como o que atingiu o Nordeste dia 4 de fevereiro. Basta diversificar melhor sua geração de eletricidade, pois concentrar quase tudo em uma só fonte é um risco tolo. Ainda mais diante da invejável capacidade eólica do País. Os ventos brasileiros têm capacidade de gerar o equivalente a 10 usinas hidrelétricas de Itaipu: 300 gigawatts - ou seja, 30% a mais que toda a capacidade instalada em território nacional. No entanto, apenas 0,3% da energia produzida aqui tem origem eólica, enquanto mais de 80% vêm da água. Esse percentual precisa mudar já. Nações como Alemanha, Dinamarca e Espanha, entre outras, já retiram médias superiores a 10% de seu consumo desta fonte de energia absolutamente limpa - os ventos. Devido ao efervescente setor industrial e à crescente população urbana, o consumo de energia e de eletricidade no Brasil deve aumentar em mais de 60% até 2020 e mais que triplicar até 2050. Somando-se esse crescimento à proximidade de eventos como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, é fácil ver ressurgir o fantasma dos apagões.

Nos transportes, apenas 20% do combustível rodoviário vêm de fontes renováveis, como o etanol. Até o gás só está em 3% desta matriz. Por isso o Brasil é o 15º maior produtor de CO2 (463 milhões de toneladas) no mundo, com emissões crescentes.

Além de defeitos em subestações, como o que jogou todo o Nordeste no breu, outro problema da concentração de geração de energia hidrelétrica são as flutuações no suprimento e nas tarifas, devido às secas sazonais e ao fluxo dos rios da bacia Amazônica. Há ainda os desequilíbrios socioambientais.

Por isso o Brasil precisa aproveitar seus ventos, atendendo às necessidades de segurança energética, sustentabilidade, redução de emissões e novos empregos "verdes". A energia eólica sozinha pode atrair investimento acumulado de US$ 136 bilhões até 2020, criando 680 mil empregos e deixando de emitir anualmente 79 milhões de toneladas de CO2. E o Brasil se transformará numa verdadeira potência energética no mundo. Sem sustos, sem apagões.
 

About ""

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vivamus suscipit, augue quis mattis gravida, est dolor elementum felis, sed vehicula metus quam a mi. Praesent dolor felis, consectetur nec convallis vitae.
 
Copyright © 2013 Mercado de Energia Elétrica