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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Cemig prevê conclusão de 1ª etapa de projeto piloto de Smart Grid em 2014

Até 2014, a Cemig terá concluído um dos primeiros estágio do projeto Cidades do Futuro que prevê a implantação de um sistema experimental de Smart Grid (rede inteligente) na cidade de Setes Lagoas (MG), afirmou o gestor do projeto, Daniel Senna Guimarães, em entrevista exclusiva ä Revista Sustentabilidade.

 

 

 

 

Segundo informações divulgadas na imprensa, o projeto deverá custar mais de R$20 milhões – sem contar a implantação de uma usina de energia solar na cidade de R$25 milhões – e já conta com o apoio de um acordo de pesquisa e desenvolvimento com a Fapemig para desenvolver projetos de Smart Grid.

A partir deste projeto, explicou Senna, a Cemig poderá ter referências técnicas e financeiras para expandir e implantar a rede inteligente na sua área de atuação.

Enquanto isso, o governo federal ainda não terminou estudos iniciais sobre o projeto que iniciaram-se em abril de 2010. Segundo informações obtidas da Revista Sustentabilidade do Ministério de Minas e Energia, os envolvidos no grupo de trabalho de smart grid preferem não se pronunciar sobre o assunto.

Veja a seguir a íntegra da entrevisat com o gestor do projeto Smart Grid da Cemig.

Quais são os aspectos que diferenciam o Smart Grid da tecnologia utilizada atualmente para gerenciamento de energia elétrica?

Para que se entenda os aspectos que diferenciam o Smart Grid da tecnologia utilizada atualmente para gerenciamento de energia elétrica é importante, em um primeiro momento, conceituar as redes inteligentes de energia. De forma resumida, pode-se dizer que o Smart Grid é uma arquitetura de sistemas de energia que utilizam massivamente os sistemas de telecomunicações e tecnologia de informação para distribuir energia elétrica de forma eficiente, confiável e segura.

O conceito da arquitetura smart grid, considera o fluxo de energia e informações de forma bidirecional. Assim, no que se refere ao grid, a energia tradicionalmente gerada e transmitida e distribuída de forma radial a partir de instalações das concessionárias passa, também, a ser gerada e integrada às redes a partir de unidades tradicionalmente consumidoras, criando-se um novo player no mercado, o prosumidor [consumidor que também é produtor de energia]. Os dados e informações, adquiridos de forma maciça em campo a partir de sensores instalados na rede, passam a alimentar os sistemas comerciais e técnicos, proporcionando uma abordagem centrada no cliente, qualidade de serviço, sustentabilidade empresarial e ambiental e mercado de energia – aportando benefícios às concessionárias, à sociedade e demais partes interessadas no mercado de energia elétrica.

Quais seriam os ganhos com economia de custos de energia elétrica?

 

Em um ambiente que integra ferramentas e tecnologias inovadoras, produtos e serviços, desde a geração, transmissão e distribuição até os equipamentos dos consumidores usando tecnologias avançadas de sensoriamento, comunicação e controle, os consumidores poderão receber informações praticamente on-line sobre seu consumo atual, custo da tarifa e até uma previsão de gastos com sua conta de energia.

Assim, para os consumidores o smart grid se apresenta como uma oportunidade de redução com os custos de energia elétrica a partir da possibilidade de maior gestão de seu consumo. Soma-se a isto a possibilidade de redução dos custos pela substituição de equipamentos por outros com maior eficiência energética e, futuramente, contar com uma geração em sua própria unidade de consumo.

Existe um prazo para conclusão desse projeto?

O Programa Cidades do Futuro, que tem como objetivos validar, em escala adequada e representativa, os produtos, serviços e soluções inovadoras aderentes à arquitetura Smart Grid através da implantação de uma prova de conceito na região da cidade de Sete Lagoas, tem previsão de término para até o ano de 2014.

As pesquisas, desenvolvimentos e produtos gerados pelo Programa Cidades do Futuro poderem, em nível nacional, poderão ser usados para aplicações em larga escala, indicar os benefícios aos processos operacionais das distribuidoras e aos clientes e gerar recomendações para subsidiar a regulação. No entanto, o programa Cidades do Futuro tem foco maior de suas ações na área de concessão da Cemig, em Minas Gerais.

Ainda em termos de custos, o que pesa mais no projeto, a aplicação da TI, recursos humanos, equipamentos?

Um dos objetivos do programa é desenvolver uma análise da viabilidade técnica e econômica da cadeia de valor Smart Grid visando à elaboração de modelo de referência para implantação da arquitetura na Cemig. Assim, para um ambiente de implantação massiva do Smart Grid ainda não temos a resposta.

O Smart Grid pressupõe, ainda, uma mudança de mentalidade por parte do consumidor comum. Que ações estão previstas nesse aspecto?

Diversas ações estão planejadas dentro do Programa Cidades do Futuro. Dentre elas, pode-se destacar o desenvolvimento de pesquisas de campo envolvendo os clientes em todas as fases do projeto. Desenvolvimento de análise da usabilidade, satisfação e propensão à adesão das soluções pelos clientes. Desenvolvimento e instalação de equipamentos, dispositivos e interfaces multimídia para relacionamento com os consumidores, além do desenvolvimento de campanhas informativas e educacionais.

A nova tecnologia poderá contribuir, na perspectiva, para a redução ou estabilização da tarifas desse insumo?

A política tarifária é de competência da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel.

Quais serão os ganhos de qualidade no uso da energia elétrica de uma rede inteligente?

Já está sendo discutido no Brasil as funcionalidades que os medidores de energia deverão ter quando da implementação de medição inteligente (ver Implantação de Medição Eletrônica em Baixa Tensão - Audiência Pública Aneel nº 043/2010). Dentre as funcionalidades prevê-se que o consumidor tenha a seu alcance os seguintes indicadores de qualidade: Registro de freqüência de interrupções; Registro de duração de interrupções; Registro de duração de transgressão de tensão; Dados sobre qualidade do serviço à DIC [medida de quanto tempo uma unidade ficou sem eletricidade em um mês], FIC [a quantidade de interrupções de fornecimento de energia em um mês].

De que forma o Smart Grid facilita o planejamento das concessionárias na otimização de suas redes de distribuição?

Todos os processos das concessionárias podem ser beneficiados a partir da maior disponibilização de dados e informações do sistema elétrico.

 

http://www.revistasustentabilidade.com.br/eficiencia-energetica/cemig-preve-conclusao-de-primeira-etapa-de-projeto-piloto-de-smart-grid-me-2014

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