A CPFL Renováveis, empresa controlada pelo grupo CPFL e atuação no segmento de geração de energia a partir de fontes renováveis, amargou um prejuízo líquido de R$ 64,645 milhões no primeiro trimestre deste ano. O resultado negativo é 19% pior do que o prejuízo de R$ 54,325 milhões apurado no mesmo intervalo de 2014, conforme documento publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite desta quinta-feira,7.
O resultado trimestral foi afetado pelas despesas com compra de energia no mercado de curto prazo (spot), em decorrência do déficit de geração hídrico (GSF) registrado no período. O GSF teve um efeito negativo de R$ 53 milhões entre janeiro e março. O prejuízo também é explicado pela contabilização de uma provisão de aproximadamente R$ 7 milhões oriunda da descontinuação de um projeto eólico.
O Ebitda trimestral, por outro lado, cresceu 48,9% na comparação entre primeiros trimestres e atingiu R$ 177,562 milhões. A margem Ebitda ficou em 48,7%, contra 41,3% do primeiro trimestre do ano passado.
Quando desconsiderados os itens extraordinários como os gastos com GSF e a compra de energia para suprir os contratos das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) que estão fora do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), o Ebitda da companhia teria alcançado R$ 231,9 milhões. O resultado ajustado é 21,2% superior ao Ebitda ajustado do primeiro trimestre do ano passado.
O balanço de primeiro trimestre de 2014 da CPFL Renováveis foi marcado por uma série de fatores extraordinários em decorrência do atraso no início de operações de algumas usinas. A companhia precisou comprar energia para atender o lastro de contratos de venda de energia do Complexo eólico Atlântica e de três PCHs, além do próprio efeito do GSF.
O início das operações de diversos empreendimentos em 2014, por outro lado, contribuiu para um aumento de 26,1% na receita líquida da CPFL Renováveis, que totalizou R$ 364,415 milhões entre janeiro e março deste ano. A variação acompanha o aumento de 25,1% da capacidade instalada em operação, para 1.773 MW, e a expansão de 28,9% na energia contratada, para 781 MW médios.
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Alexandre Kellermann
Alexandre.kellermann@gmail.com

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