Por: Equipe InfoMoney
15/02/11 - 18h17
InfoMoney
SÃO PAULO - A segunda parte da audiência pública para o 3º ciclo de revisão tarifária do setor elétrico, postergada para o início do segundo semestre de 2011, deve trazer termos suavizados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), diz a Ativa. Após reunião na última semana com o diretor do órgão regulador, Julião Silveira Coelho, a corretora traz perspectivas positivas, sem deixar de considerar o potencial risco de volatilidade que o evento traz para o segmento.
Os termos iniciais da primeira versão da audência pública para o ciclo de novas tarifas, ocorrido em 8 de setembro, deixaram insatisfeitos muitos agentes do setor e do mercado. Contudo, as críticas tendem a ser levadas em conta pela agência na próxima reunião. "A diretoria da Aneel nos pareceu mais comprometida com a análise dos impactos das mudanças regulatórias que, até então, eram implementados sob uma égide puramente conceitual", diz a Ativa.
WACC pode atingir 7,8%
Em relação ao WACC regulatório, a Ativa atualizou sua expectativa para 7,8% ao ano como o número a ser divulgado após o fim do ciclo de revisão tarifária. A estimativa é superior à da Aneel, que propôs um ajuste de 7,15% em sua última reunião. Quanto menor o WACC, menor é a perspectiva de preço para um mesmo volume de energia projetado. Considerando-se que os custos tendem a manter-se estáveis, o aumento da porcentagem seria potencialmente positivo para as empresas de energia.
"Ressaltamos, contudo, que o cenário para distribuidoras mantém-se pouco atrativo e as questões regulatórias mantém-se como um dowside risk, embora menor, ainda importante para todas as empresas", pondera a Ativa.
Fator X deve ser rechaçado
O contrato de concessão permite que as concessionárias de energia se apropriem dos ganhos de produtividade no período entre as revisões. O Fator X, por sua vez, sugere que os mesmos lucros anuais sejam repassados ao consumidor, fato que se configuraria em uma quebra do contrato e também em uma questão jurídica.
"Em nossa visão, a tendência é que, de fato, esta proposta seja rechaçada pelo departamento jurídico da Aneel; contudo, caso os ganhos de produtividade sejam repassadas anualmente aos consumidores, o potencial de perdas para as distribuidoras é grande", alerta a Ativa. Por não acreditar que a proposta se concretize, a valuation do setor exclui o potencial de perdas trazido pelo evento.
Por outro lado, a aplicação de um fator de correção da tarifa de acordo com a satisfação do consumidor é vista como um fator interessante. Ele poderia incentivar distribuidoras federais a melhorar a oferta de serviços, diz a Ativa
Eletropaulo e Coelce
Por fim, para as empresas cujo ciclo de revisão tarifária acontece antes da data da segunda audiência pública, como a Eletropaulo (ELPL4) e a Coelce (COCE5), a perspectiva é que os ajustes sejam adiados. Até que o processo de normatização do 3º ciclo de revisões seja finalizado, a tendência é de nenhuma modificação ou reajuste sejam efetuados.

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Sandro Geraldo Bagattoli
http://mercadoee.blogspot.com
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