A falta de financiamento para médias e pequenas empresas melhorarem o uso da eletricidade e programas de eficiência energética focados na redução da inadimplência dos mais pobres levam o Brasil a desperdiçar US$2,5 bilhões ao ano em contas de eletricidade, mostrou um livro publicado pelo Banco Mundial nesta quinta-feira 28 de fevereiro.
Segundo o especialista em energia do próprio banco, Todd Johnson, é um desafio implementar programas de eficiência energética no Brasil pois os bancos não emprestam para setor, preferindo focar nas áreas que eles já conhecem.
O livro entitulado Financing Energy Efficiency: Lessons from Brazil, China, India, and Beyond (Financiando eficiência energética: lições do Brasil, China, Índia e Outros) discute as perspectivas, experiências e barreiras na área da eficiência energética.
Segundo o estudo, o consumo de energia elétrica nestes três países deve dobrar até 2030.
A falta de financiamento é a maior barreira, pois existem exemplos interessantes e bons projetos. Falhas organizacionais e institucionais também atrapalham, conclui o livro.
No Brasil, o potencial de economia está praticamente intocado apesar de um mercado de consultorias de eficiência energética (as Escos) bem desenvolvido, pois a maioria presta serviço para as distribuidoras de eletricidade.
Os três países analisados poderiam reduzir o consumo de energia em 25% se reformassem as residências e edifícios existentes para implementar conceitos de eficiência energética [técnica conhecida como retroffiting], sugeriu o livro.
Além disso, o uso de tecnologia avançada poderia reduzir o consumo em 10% e as emissões de CO2 em 16%. Entre as tecnologias que poderiam ser implementadas estão as troca caldeiras e outro equipamentos.

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