O Brasil poderá reduzir em até 10% demanda de energia em 2018, se intensificar os programas e ações de eficiência energética, segundo Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (Epe), ao Procel Info.
Segundo o portal, no novo Plano Decenal 2008-2017 (PDE 2008-2017), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a previsão é de que em 2018, a demanda por energia elétrica diminua 3% devido à conservação de energia, podendo esse percentual chegar a 10%.
Para Tomasquim, a crise financeira pode alavancar os investimentos em eficiência energética, principalmente pela redução do custo de produção com consequente aumento da produtividade e da competitividade. Ainda segundo o portal, Tomasquim defendeu o Proesco, criado em 2006 pelo BNDES, como principal meio de financiamento da eficiência energética e que 2009 se apresenta com perspectivas ainda mais positivas sobre o programa.
"Somente o Banco do Brasil estava comprometido com o Proesco. Hoje, no entanto, estão ao lado desta linha de financiamento, como mandatários, os três maiores bancos privados do país, além dos estatais de maior penetração", segundo a entrevista.
Sobre os leilões de eficiência energética, Mauricio afirmou que, embora a idéia seja interessante, uma série de questões dificultam a implementação desta alternativa, entre elas, o estabelecimento de mecanismos que comprovem que a energia comercializada foi realmente retirada da demanda, já que a confiabilidade no funcionamento dos leilões é uma exigência necessária para o sucesso almejado. Tomasquim citou também que a precificação depende de estudos mais detalhados do potencial de redução do consumo no país e que há necessidade de se fazer estudos para detalhar como os contratos vão ser redigidos, entre outras questões.
Tomasquim avaliou ainda o trabalho do Procel como muito importante."O Procel deve servir como modelo para a realização de programas de eficiência energética no transporte e uso de combustíveis, face ao alto grau de desperdício que ocorre nesse setor".

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