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domingo, 4 de janeiro de 2026

Giro de Notícias: Mercado Livre e Regulação de Energia

1. Brasil: Início de 2026 com Bandeira Verde e Alívio no Bolso
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou que o mês de janeiro de 2026 terá bandeira tarifária verde. A decisão, anunciada nos últimos dias de dezembro, significa que não haverá cobrança extra nas contas de luz dos consumidores cativos (atendidos pelas distribuidoras). A medida foi viabilizada pela manutenção dos níveis dos reservatórios e pelo regime de chuvas favorável no final de 2025, reduzindo a necessidade de acionamento de termelétricas caras.
2. Brasil: Mercado Livre entra na "Doce Espera" pela Baixa Tensão
A semana marcou o início do ano-chave para o planejamento da abertura total do mercado. Embora a migração para consumidores de baixa tensão (como residências e pequenos comércios) esteja em fase de maturação regulatória, comercializadoras e distribuidoras iniciaram 2026 intensificando o desenvolvimento de sistemas digitais e modelos de "comercializador varejista". O setor projeta que, com a regulação avançando neste ano, o mercado livre possa saltar de 43% para mais de 70% do consumo nacional em menos de uma década.
3. Brasil: Novos Encargos e Redistribuição de Custos (Angra 1 e 2)
Entrou em vigor nesta virada de ano a nova sistemática de custeio das usinas nucleares de Angra 1 e 2. A partir de agora, os custos dessas plantas deixam de ser exclusividade dos consumidores cativos e passam a ser rateados também pelos consumidores do Mercado Livre de Energia. A medida é vista pela regulação como um passo para a "justiça tarifária", reduzindo a pressão sobre as contas de luz das famílias em aproximadamente 0,6%, ao mesmo tempo em que equaliza os encargos setoriais entre todos os agentes do sistema.
4. Mundo: Demanda Global de Eletricidade deve bater Recorde em 2026
Relatórios internacionais publicados na virada do ano pela Agência Internacional de Energia (IEA) apontam que a demanda mundial por eletricidade deve crescer cerca de 3,7% em 2026. O motor desse crescimento é a expansão acelerada de centros de dados (IA), veículos elétricos e a eletrificação do aquecimento em economias avançadas. A boa notícia global é que as fontes renováveis e a energia nuclear devem suprir quase todo esse aumento de carga, sinalizando que as emissões do setor elétrico mundial podem começar uma trajetória de declínio estrutural a partir deste ano.


Sandro Geraldo Bagattoli


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