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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Classificação Energy Star para servidores disponível até final do ano

Agência governamental Environmental Protection Agency (EPA) anunciou que a classificação Energy Star para servidores deverá estar disponível até final deste ano. No entanto, um sistema mais completo que inclua as cargas de trabalho deverá levar mais tempo a desenvolver.

O programa Energy Star foi desenhado para tornar mais fácil aos utilizadores identificar os produtos mais eficientes energeticamente no mercado. O programa já possui classificações para mais de 50 tipos de produtos, incluindo computadores pessoais, monitores, mas o sistema de classificação para servidores tem sido mais dificil de desenvolver. “O programa de servidores é o mais complicado que enfrentámos”, refere Arthur Howard, associado da ICF International, empresa que disponibiliza consultoria técnica à EPA.Em parte porque os servidores são utilizados para diferentes tipos de trabalho. Os fabricantes de servidores referem que um teste de benchmark que meça a eficiência energética num determinado tipo de trabalho, como por exemplo servidor de ficheiros, não irá disponibilizar resultados satisfatórios para os clientes que o utilizem noutro tipo de tarefa, como por exemplo no processamento de transacções online.
Há mais de um ano que a EPA tem vindo a recolher as opiniões dos fabricantes de servidores e de outros agentes do mercado. Rapidamente concluiu que não seria possível uma medida do “trabalho útil” que um servidor poderia desempenhar com uma determinada quantidade de energia, refere Andrew Fanara, responsável pela equipa de desenvolvimento de produtos da Energy Star. “Sabemos que, a longo prazo, a abordagem mais satisfatória seria a integração do consumo de energia com o trabalho, apesar de ainda não descortinarmos essa medida holística, salientou o responsável da Energy Star.


Podem ser adoptados testes da SPEC


A EPA acredita que poderá vir a utilizar os testes de benchmark desenvolvidos pela Standard Performance Evaluation Corp. (SPEC), mas até aqui o grupo apenas publicou um teste de medição da eficiência energética baseado em tarefas Java. O grupo espera publicar outros testes mas não referiu ainda quando. A EPA decidiu avançar com uma classificação Tier 1 que endereça duas áreas passíveis de serem medidas. Em primeiro lugar a eficiência energética da alimentação do servidor que pode ser medida em diferentes níveis de carga; e, por outro lado, o consumo de energia do servidor quando está inactivo.A EPA irá encontrar-se com outros intervenientes no campus da Microsoft para tentar uma segunda especificação que poderá estar disponível para utilizar no final do ano. "Não vamos desenvolver esta classificação e deixá-la em utilziação indefinidamente”.
A ideia subjacente é a de ter um validade limitada enquanto que procuram uma outra “medida holística” Mas a EPA ainda terá que trabalhar nesta especificação Tier 1. Necessita de identificar quais os tipos de servidores que esta irá contemplar - servidores com um a quatro processadores deverão ser incluídos - e ainda o conceito de “inactivo”. "Qual é a definição de inactivo?" questiona-se Mark Monroe, director da Sun Microsystems. "Quais as funcionalidades do sistema operative que tem que estar activas? Inactivo significa estar apto para responder às funcionalidades wake-on-LAN ou é mesmo um estado mínimo?"À semelhança de outros fabricantes, a Sun Microsystems afirma que, em principio, irá suportar o programa Energy Star. Mas Mark Monroe refere que os benchmarks da SPEC estão pouco testados e que não medem diferentes tipos de tarefas.


Fabricantes estão atrasados

Alguns analistas culpam os fabricantes pelo atraso. Com os clientes a tomarem mais atenção à eficiência energética, os fabricantes não se querem arriscar aderir a uma especificação que possa colocar em má posição os seus produtos, refere Jon Peddie, presidente da Jon Peddie Research. "É apenas um problema político".

Questiona ainda a utilidade de medidr a eficiência no estado inactivo, em particular quando as empresas estão a utilizar as tecnologais de virtualização para melhorar as taxas de utilização dos servidores. “É como medir o consumo de gasolina enquanto o carro está parado”, refere. Segundo Arthur Howard, consultor da EPA, é que as pessoas não deixam os seus carros ligados durante a noite. Mas muitos centros de dados não desligam os servidores quando não estão a ser utilizados porque estão preocupados que não voltem a ligar quando for necessário. Brad Brech, engenheiro na IBM, refere que as medidas para o Tier 1, apesar de imperfeitas, são um passo na direcção correcta. A EPA está ainda a preparar uma classificação Energy Star rating para centros de dados e Andrew Fanara referiu que irão iniciar um programa para o equipamento de armazenamento no quarto trimester deste ano.

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